Patrolando juventudes: o caderno Patrola ensinando jovens a consumir

Esta Dissertação tem como objetivo desconstruir discursos acerca dos modos de ser jovem na contemporaneidade articulados ao consumo como prática social. Compreendo que é através das estratégias engendradas no âmbito da cultura do consumo que objetos, imagens, desejos, identidades, valores, modos de...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rossi, Rossana Cassanta
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2007
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/11093
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/11093
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Juventude
Mídia
Cultura
Zero Hora (Jornal). Caderno Patrola
Cultural Studies
Young cultures
Consumer culture
Media
Descrição
Resumo:Esta Dissertação tem como objetivo desconstruir discursos acerca dos modos de ser jovem na contemporaneidade articulados ao consumo como prática social. Compreendo que é através das estratégias engendradas no âmbito da cultura do consumo que objetos, imagens, desejos, identidades, valores, modos de ser podem ser transformados em mercadorias: podem ser ‘adquiridos’, consumidos e por fim descartados. Tornam-se ‘objetos’ a serem usados e exibidos. Entre tantos artefatos que circulam e são produzidos nessa cultura de consumo, está o Caderno Patrola, encartado no jornal Zero Hora – jornal de maior circulação no Estado do Rio Grande do Sul. Assim, realizo uma leitura (entre tantas possíveis) a respeito de mídia, cultura de consumo e juventudes. De certa forma, é uma leitura que os Estudos Culturais, campo teórico no qual me movimento, possibilitam-me produzir. Para que esta Dissertação pudesse ser construída tal como está, o corpus de pesquisa se constituiu de diferentes materiais, a saber: seleção de edições do Caderno Patrola, pesquisas em diversos sites, incursões em comunidades virtuais do orkut e em blogs,, conversas com jovens leitores do Caderno através do Messenger e e-mails com a editora do Caderno. Nas análises, trago algumas reflexões a respeito dos modos de endereçamento do Caderno Patrola, discutindo algumas das estratégias do Caderno para interpelar os sujeitos jovens para suas páginas, bem como para convidá-los a consumir produtos que ‘anuncia’. Ainda, analiso o modo como os discursos do Caderno Patrola não apenas sugerem objetos de consumo que podem constituir certos modos de ser jovem, como também podem ensinar o que consumir para ‘possuir’ tais modos, para, assim, adotarse as ditas posições desejáveis de ser jovem. A partir das problematizações realizadas no decorrer do estudo acerca do Caderno Patrola, é possível compreender como se investe no promissor mercado jovem, não só fabricando produtos para eles como também transformando os produtos fabricados pelos jovens em algo rentável. Além disso, é possível constatar como as próprias culturas juvenis se tornam um produto, uma vez que muitos desejam ser, estar, permanecer jovem e, por isso, passam a consumir produtos ditos pertencentes a elas. Assim, através do potencial pedagógico do Caderno, procuro entender algumas das configurações da cultura de consumo, como somos produzidos nessa condição cultural e de que modo o Caderno, como um artefato dessa cultura, apresenta-se articulado a ela.