Vida e obra em imagem-tempo
Em nossa pesquisa cartográfica nos propomos a lançar um olhar para as forças que são capazes de atravessar um corpo, o corpo de Luiz Guides, uma tentativa precária de captar o rumor expressivo de uma vida. Não queremos aqui falar de uma história pessoal, de um sujeito psicológico, de um ego ou uma i...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/24636 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/24636 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Hospital Psiquiátrico São Pedro de Porto Alegre. Psicologia e arte Loucura Arte-terapia Criação artística Imagem : Psicologia Pacientes internados Cartography Image-time Life and work Diagram |
| Sumario: | Em nossa pesquisa cartográfica nos propomos a lançar um olhar para as forças que são capazes de atravessar um corpo, o corpo de Luiz Guides, uma tentativa precária de captar o rumor expressivo de uma vida. Não queremos aqui falar de uma história pessoal, de um sujeito psicológico, de um ego ou uma identidade, mas visibilizar a potência do tempo, de sua cisão, de outras temporalizações possíveis. A partir do conceito de imagem-tempo, cartografamos vida e obra, lançamo-nos à vertigem em que os planos coexistem e não se sucedem. Das variações expressivas desse corpo, cintilam acontecimentos que sobrevoam os encontros experienciados. A Oficina de Criatividade, tal qual um dispositivo maquínico, possibilitou a sustentação para a poiesis de si e de mundos. Sua pintura, capaz de ultrapassar o caos-catástrofe eclode em planos expressivos que germinam, o diagrama nasce apontando-nos os agenciamentos que ali operam. A pintura como um território existencial possível em meio à adversidade do Hospital Psiquiátrico. No paradoxo em que o corpo torna-se passagem para forças, quanto mais se exalta o impessoal mais se afirma a produção de uma singularidade. Pintura-dobra que nos faz ver a potência de um corpo, nos faz pensar nos outros corpos que também habitam o manicômio silenciados pelo discurso da razão. Vida e obra em imagem-tempo, que nos lançam a vertigem de um intempestivo, que nos visibiliza a resistência e criação. |
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