Impacto do cultivo da soja resistente ao glyphosate sobre artrópodes e componentes de produção da cultura

A área mundial cultivada com plantas transgênicas atingiu, em 2008, 125 milhões de hectares, sendo que a soja resistente ao glyphosate ocupou 53% desta área. A rápida aceitação desta tecnologia deveu-se a sua alta eficiência, baixo custo e facilidade de adoção. Todavia, o uso abusivo de um herbicida...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pereira, Jardel Lopes
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositorio:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/1124
Acceso en línea:http://locus.ufv.br/handle/123456789/1124
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Soja
Plantas transgênicas
Glyphosate
Soybean
Transgenic crops
CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::FITOTECNIA
Descripción
Sumario:A área mundial cultivada com plantas transgênicas atingiu, em 2008, 125 milhões de hectares, sendo que a soja resistente ao glyphosate ocupou 53% desta área. A rápida aceitação desta tecnologia deveu-se a sua alta eficiência, baixo custo e facilidade de adoção. Todavia, o uso abusivo de um herbicida de largo espectro de ação causa impactos diretos e indiretos. O impacto direto é provocado pelo cultivo da soja transgênica com a inserção do gene de resistência ao glyphosate (CP4 EPSPS) da estirpe CP4 da bactéria Agrobacterium. Já os indiretos estão relacionados às alterações nas práticas de manejo da cultura, principalmente devido ao uso do glyphosate em pósemergência da soja. Neste trabalho objetivou-se avaliar o impacto do cultivo da soja resistente ao glyphosate e seu manejo com glyphosate sobre a comunidade de artrópodes e os componentes de produção da cultura. O experimento foi realizado na estação experimental da Universidade Federal de Viçosa em Coimbra, MG nos biênios agrícolas de 2007/2008 e 2008/2009. Os tratamentos estudados foram: soja não transgênica e transgênica com capina mecânica das plantas daninhas; e soja transgênica com uma e três aplicações de glyphosate. O cultivo da soja resistente ao glyphosate não afetou a riqueza e nem a abundância dos artrópodes no dossel das plantas, na superfície e no interior do solo. No dossel da soja transgênica, com três aplicações de glyphosate, a densidade total de artrópodes (no segundo ano de cultivo) e do fitófago mastigador Cerotoma arcuatus (Coleoptera: Chrysomelidae) foi menor do que as observadas nos demais tratamentos. O mesmo ocorreu com a densidade total de artrópodes na superfície do solo, sobretudo os predadores Achaearanea sp. (Araneae: Theridiidae), Oxypodini sp. (Coleoptera: Staphylinidae) e Solenopsis sp. (Hymenoptera: Formicidae) e os detritívoros Entomobryidae (Collembola), Hypogastrura sp. (Collembola: Hypogastruridae) e Xyleborus sp. (Coleoptera: Scolytidae). Já o inverso foi observado para os fitófagos sugadores Bemisia tabaci (Hemiptera: Aleyrodidae), Caliothrips brasiliensis (Thysanoptera: Thripidae) e Tetranychus sp. (Acari: Tetranychidae) no dossel das plantas. A aplicação de glyphosate (uma ou três) reduziu as densidades do predador Solenopsis sp. e do detritívoro Hypogastrura sp. no dossel da planta. O mesmo ocorreu com os predadores Acari: Galumnidae, Neivamyrmex sp. (Hymenoptera: Formicidae) e Solenopsis sp. e dos Collembola detritívoros Entomobryidae, Hypogastrura sp. e Onychiuridae no interior do solo. A transgenia e o manejo de plantas daninhas na soja transgênica com glyphosate não afetaram os componentes de produção, o crescimento, desenvolvimento e produtividade da cultura.