Estudo soroepidemiológico da infecção por paramixovírus ofídico em serpentes mantidas em cativeiro

O veneno de serpente tem sido utilizado para diversas finalidades terapêuticas; portanto, desde o início do século XX, a criação de serpentes em cativeiro tornou-se uma atividade cada vez mais relevante. Os principais motivos da existência e permanência destes cativeiros se atribuem à produção dos s...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Cristiano Correa [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/181101
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/181101
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Paramixovírus Ofídico
Ferlavírus reptiliano
estudo soroepidemiológico
serpentes em cativeiro
BFL ELISA
Inibição de Hemaglutinação
Ophidian paramyxovirus
reptilian ferlavirus
seroepidemiological study
snakes
captivity
Hemagglutination Inhibition
Lpb-elisa
Descripción
Sumario:O veneno de serpente tem sido utilizado para diversas finalidades terapêuticas; portanto, desde o início do século XX, a criação de serpentes em cativeiro tornou-se uma atividade cada vez mais relevante. Os principais motivos da existência e permanência destes cativeiros se atribuem à produção dos soros antiofídicos, e o uso de seus venenos e seus componentes isolados com potenciais aplicações à saúde animal e humana. Porém, a vida em cativeiro pode resultar na síndrome da má adaptação, a qual o animal sob estresse desenvolve inapetência e, consequentemente há o acometimento da imunidade, podendo desenvolver infecções por micro-organismos como fungos, bactérias e vírus. Desta forma, o controle e prevenção de infecções em serpentes mantidas em cativeiro tornaram-se assuntos muito importantes. Dentre as doenças infecciosas virais, têm-se a infecção pelo Paramixovírus ofídico, atualmente, denominado Ferlavirus reptiliano. Este vírus é altamente devastador em serpentes, pois atua no sistema nervoso central e respiratório, podendo levar à morte e/ou morbidade na fase aguda da doença, sendo que na fase crônica, o animal pode atuar como reservatório do vírus, e disseminar a doença no plantel. Atualmente, não há tratamento específico nem vacinas disponíveis para esta virose. Porém, testes sorológicos estão emergindo para a detecção de anticorpos. Dentre estes testes, encontram-se o ensaio de Inibição de Hemaglutinação (HI) e o ensaio de ELISA de Bloqueio de Fase Líquida (BFL-ELISA), os quais diferem na sensibilidade e especificidade analítica. Diante do desafio de diagnosticar e prevenir esta grave infecção, o objetivo deste projeto foi realizar um estudo soroepidemiológico da infecção por paramixovírus ofídico em serpentes mantidas em cativeiro através de testes de HI e BFL-ELISA. Para os testes, utilizou os soros de 302 serpentes das famílias Viperidae, Boidae e Colubridae, as quais eram provenientes de cativeiros intensivos e semiextensivos de três estados da região sudeste do Brasil. Os resultados evidenciaram que os animais, independente da espécie e do tipo de cativeiro, possuem anticorpos anti-paramixovírus, inclusive àqueles recém-chegados da natureza. As serpentes da espécie Crotalus durissus terríficus, (C.d.t.) possuem maior quantidade de anticorpos que as demais espécies estudadas, independente da origem e do tipo de alojamento. Dentre os animais da espécie C.d.t., houve um aumento significativo de anticorpos naquelas que vivem no serpentário semiextensivo em comparação com as que vivem no serpentário intensivo. É provável que o Paramixovírus seja um vírus oportunista e endêmico na natureza da região Sudeste do Brasil, sendo favorecido pelo contato das serpentes de vida livre. Novos estudos para detecção do vírus nas serpentes devem ser realizados, uma vez que, tanto os animais de cativeiro como de vida livre apresentam anticorpos contra o paramixovírus ofídico.