“Para um lugar espaçoso” : o papel da kénosis na cristologia criacional de Jürgen Moltmann

Esta pesquisa reflete sobre o papel da kénosis na cristologia criacional de Jürgen Moltmann, onde se destaca a chamada amplitude espacial. A teologia moderna rejeitou o estudo do espaço e acatou-o como exclusivo das ciências naturais. No entanto, a salvação e seus frutos, como justiça, paz, vida ple...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Dall’Agnol, Renan
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/11075
Acceso en línea:https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11075
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Espaço
Kénosis
Criação
Jürgen Moltmann
Teologia
Space
Kenosis
Creation
Theology
CIENCIAS HUMANAS::TEOLOGIA
Descripción
Sumario:Esta pesquisa reflete sobre o papel da kénosis na cristologia criacional de Jürgen Moltmann, onde se destaca a chamada amplitude espacial. A teologia moderna rejeitou o estudo do espaço e acatou-o como exclusivo das ciências naturais. No entanto, a salvação e seus frutos, como justiça, paz, vida plena e cuidado ecológico, não surgem em uma realidade antiespacial. Logo, pretende-se transformar a visão que dissocia os conceitos do agir humano e, com isso, expressar a importante colaboração da espacialidade teológica na esperança de um éthos transformador. Esta dissertação se concentra na área sistemática sem perder de vista o horizonte social. Através do método hermenêutico e de uma sucinta referência aos alicerces do edifício moltmanniano, apresenta-se o fundamento do espaço vital, proporcionado por Deus à sua criação e a promessa de shekináh cósmica. Moltmann demove a concepção moderna que reduz a Trindade ao sujeito absoluto, aprofunda a teologia da criação e a escatologia e as elucida com a noção veterotestamentária de in-habitação (capítulo 1). A partir da doutrina trinitária e por meio da premissa de abertura, discorre-se sobre o esvaziamento kenótico como um fundamento cosmológico plausível. No fim paradoxal de Jesus Cristo – o Abandonado ao nada absoluto – na cruz, emergem o novo início espacial e as experiências salvíficas do processo criacional atual (capítulo 2). Acena-se para a relação entre ciência e criação, indaga-se sobre a alegada apropriação do espaço por parte das modernas ciências naturais e propõe-se a busca de um espaço integrador e um agir sapiencial entre as áreas de conhecimento. A seguir, descreve-se a dimensão espacial no contexto da nova criação gerada pelo Ressuscitado, explicita-se o que o teólogo entende por cristologia cosmológica e como ela cria um éthos transformador na criação corrente (capítulo 3). Em síntese, neste lugar dissertativo enfatiza-se o espaço amplo, experienciado pelo ser humano, e a vitalidade suscitada por Deus em cada criatura. Pretende-se ajudar na mudança das presentes iniquidades – guerra, migração, crise ecológica, etc. – ressaltando a kénosis divina como o início da escatológica transfiguração criacional.