A orquestração do ornamento no Beatus de Facundus
A partir do estudo das imagens do Beatus de Facundus, manuscrito produzido em Leão e Castela no século XI, esta dissertação trata do poder do ornamento de tomar posse da matéria da imagem e a fazer funcionar segundo sua ordenação. Distanciamos o conceito de ornamento da redução a um elemento decorat...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-19082016-151643 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-19082016-151643/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Beatus de Facundus Beatus of Facundus Color Cor Imagem medieval Orchestration Ornament Ornamentality Ornamento Orquestração |
| Sumario: | A partir do estudo das imagens do Beatus de Facundus, manuscrito produzido em Leão e Castela no século XI, esta dissertação trata do poder do ornamento de tomar posse da matéria da imagem e a fazer funcionar segundo sua ordenação. Distanciamos o conceito de ornamento da redução a um elemento decorativo, para restituir-lhe a potencialidade funcional presente em sua origem etimológica nos termos de ornamentum e kosmos. O ornamento assume diversas funções além de uma decoração honorífica. Ele trabalha associado ao símbolo, à iconografia, à memória e aos elementos composicionais da imagem ao exercer funções moduladora e estrutural. Seu trabalho torna a imagem uma máquina, um corpo material complexo e funcional. O ornamento é uma beleza honorífica que pode ser assumida por qualquer elemento composicional, desde os mais figurativos aos mais abstratos, como as cores. Com respaldo nos conceitos, sobretudo, de imago, figura (Didi-Huberman), imagemobjeto (Jérôme Baschet), ornamental e ornamentalidade (Jean-Claude Bonne), abordamos o ornamento, no Beatus de Facundus, como um elemento que gere uma estrutura dialógica através de seu poder de orquestração. Desse modo, este estudo constitui um esforço de circunscrever um livro e lhe permitir mostrar seu corpo e seu trabalho através de suas próprias ferramentas. |
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