A grafia luminosa do tempo decomposto: ensaio sobre o imaginário das ruínas e dos objetos abandonados

Devanear, fotografar e poetizar Ruínas e Objetos abandonados e destroçados, eis o objetivo deste trabalho que se constitui como uma pesquisa de antropologia visual, pois pautada no registro expressivo-imagético e poético do abandono e do arruinamento. Expor imagens fotográficas e poemas haicai conju...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lopes, Fernando de Carvalho
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-09112020-171234
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-09112020-171234/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Abandonment and experience
Abandono e experiência
Devaneio material
Fenomenologia
Fotografia
Material daydream
Phenomenology
Photography
Poesia
Poetry
Ruínas
Ruins
Descripción
Sumario:Devanear, fotografar e poetizar Ruínas e Objetos abandonados e destroçados, eis o objetivo deste trabalho que se constitui como uma pesquisa de antropologia visual, pois pautada no registro expressivo-imagético e poético do abandono e do arruinamento. Expor imagens fotográficas e poemas haicai conjugados a um texto de teor ensaístico, é a tentativa de materializar a experiência radical de adentrar esses espaços preteridos e arruinados, como partilha da força e o choque que se vivencia nas entranhas destes loci misterioso e fascinante; é a tentativa de explicitar como estas edificações e objetos baldios que habitam discretamente nossa geografia existencial e urbana são muito mais do que simples restos e rejeitos, podendo revelar em profundidade sua potência de território de ruptura, de limiar, de mistério e fascínio, de caos e cosmos, de poesia e de prosaico, de natural e artificial, de grotesco e arabesco, de terror e coragem, de vida e morte, de trágico e ilusão, de drama e redenção; é a tentativa de, pela via do devaneio material, da fenomenologia compreensiva e da razão sensível tornar a experiência do arruinamento um canto fotográfico, poético e ensaístico capaz de expressar a ausência, a morte, a vida, o renascimento, a aventura, a perda, o medo e a angústia existencial encarnada no abandono e na destruição da Ruína e dos seus objetos rejeitados.