"Quando a liberdade passa pelo corpo" : o pensamento feminista e antifascista de Maria Teresa Horta (1968-1977)

A escritora, jornalista e militante antifascista e feminista Maria Teresa Horta (1937) foi uma ferrenha opositora ao regime e ao conservadorismo português, desenvolvendo, ao longo dos anos da ditadura portuguesa e no período de democratização, uma produção intelectual na área do Jornalismo e da Lite...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Nascimento, Michelle Vasconcelos Oliveira do
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/9725
Acesso em linha:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9725
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Maria Teresa Horta
História Política Portuguesa
História Intelectual
Corpo
Liberdade
Portuguese Political History
Intellectual History
Body
Freedom
CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Descrição
Resumo:A escritora, jornalista e militante antifascista e feminista Maria Teresa Horta (1937) foi uma ferrenha opositora ao regime e ao conservadorismo português, desenvolvendo, ao longo dos anos da ditadura portuguesa e no período de democratização, uma produção intelectual na área do Jornalismo e da Literatura. Sua obra, que deve ser compreendida em conjunto, teve como cerne a denúncia da repressão e violência do governo ditatorial e a defesa da liberdade, principalmente para as mulheres, submetidas à ideologia de gênero do regime, cujos corpos foram severamente regulados e disciplinados. A presente tese tem como objetivo a compreensão do desenvolvimento do pensamento antifascista e feminista de Maria Teresa Horta durante os anos finais do salazarismo e no início da democratização, nos anos subsequentes à Revolução dos Cravos, defendendo a tese de que a sua produção intelectual constitui uma atividade política incontornável para o estudo da História Política de Portugal no período. Para isso, elegemos como recorte os anos 1968-1977, com o início do seu trabalho no periódico A Capital (1968) e com a publicação da obra Mulheres de Abril (1977), utilizando diversas fontes: a produção jornalística, literária, história de vida com a autora a partir da metodologia de História de Vida e arquivos judiciários. Devido à diversidade de fontes utilizadas e da complexidade do objeto analisado, recorremos a várias ferramentas metodológicas como Análise do Discurso e Narrativa Biográfica. Além disso, nos valemos de ferramentas teóricas tanto História Política, História Intelectual e História das Mulheres, além de conhecimentos de ciências irmãs como a Sociologia, Filosofia e Literatura. A condução da pesquisa e análise das fontes nos mostrou como Corpo e Liberdade são os significantes que mais se destacam na produção hortiana do período, constituindo a base do seu pensamento intelectual e da luta antifascista e feminista empreendida.