Meningites bacterianas e condições de vida

Introdução: As meningites bacterianas apresentam grande relevância social, devido à sua capacidade de produzir sequelas e mortes. Ocorrem mais frequentemente nos países em desenvolvimento, especialmente entre crianças. Meningite meningocócica ocorre com maior intensidade em populações de baixas cond...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Souza, Shirley Fonseca de, Costa, Maria da Conceição Nascimento, Paim, Jairnilson Silva, Natividade, Marcio Santos da, Pereira, Susan Martins, Andrade, Alcina Marta de Souza, Teixeira, Maria da Glória Lima Cruz
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/7099
Acceso en línea:http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/7099
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Meningites Bacterianas
Doença Meningocócica
Condições de Vida
Tendência Temporal
Distribuição Espacial
Descripción
Sumario:Introdução: As meningites bacterianas apresentam grande relevância social, devido à sua capacidade de produzir sequelas e mortes. Ocorrem mais frequentemente nos países em desenvolvimento, especialmente entre crianças. Meningite meningocócica ocorre com maior intensidade em populações de baixas condições de vida. Este estudo descreve a evolução temporal das meningites bacterianas em Salvador, 1995-2009, e verifica a associação entre sua variação espacial e condições de vida da população. Métodos: Realizou-se um estudo ecológico no qual as zonas de informação foram classificadas por um índice de condições de vida. Foram examinadas flutuações nas curvas de tendência, e a relação entre este índice e a distribuição espacial das meningites foi verificada por meio de regressão linear simples. Resultados: De 1995 a 2009 foram confirmados, em Salvador, 3.456 casos de meningites bacterianas. Observouse no período uma tendência descendente, incidência anual de 9,1/100.000 e letalidade de 16,7%. Crianças menores de cinco anos de idade e do sexo masculino foram mais afetadas. Não houve autocorrelação espacial significativa ou padrão na distribuição espacial da doença. Áreas com piores condições de vida apresentaram maior letalidade da doença meningocócica (β = 0,0078117, p <0,005). Conclusões: As meningites bacterianas atingem todos os estratos sociais, no entanto em áreas onde a população é menos favorecida encontra-se maior proporção de casos que evoluem para a morte. Este achado reflete as dificuldades para pronto acesso e a má qualidade dos cuidados médicos enfrentadas por essas populações.