Diferentes dosagens da suplementação aguda de cafeína interferem em parâmetros neuromusculares durante um teste de resistência muscular?

Introdução: A cafeína é considerada um dos principais recursos ergogênicos nutricionais (REN) que partir de doses entre 3 – 6 mg.kg-1 promovem diferentes ações, principalmente no sistema nervoso central, inibindo os receptores de adenosina, melhorando o desempenho físico, se tornando um auxílio impo...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Saborosa, Guilherme Pereira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/56863
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/56863
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Nutrição
Cafeína
Treinamento resistido
Eletromiografia
Resistência muscular
Caffeine
Resistance training
Electromyography
Muscular endurance
Descripción
Sumario:Introdução: A cafeína é considerada um dos principais recursos ergogênicos nutricionais (REN) que partir de doses entre 3 – 6 mg.kg-1 promovem diferentes ações, principalmente no sistema nervoso central, inibindo os receptores de adenosina, melhorando o desempenho físico, se tornando um auxílio importante promovendo a melhora de respostas neuromusculares em um exercício resistido, potencializando o desempenho e capacidade trabalho. Objetivo: Verificar os efeitos de diferentes doses (210 mg e 420 mg) da suplementação aguda de cafeína sobre o desempenho de resistência muscular, concentração de glicose, capacidade e ativação neuromuscular. Metodologia: A partir de um ensaio clínico randomizado e duplo-cego, participaram do estudo 11 participantes (25,7 ± 5,9 anos; 71,1 ± 11,0 Kg; 170,72 ± 6,6 cm; 12,49 ± 3,8 %G) do sexo masculino, com experiência prática no TR. Foram realizadas 6 visitas presenciais. A 1° visita foi dívida em: glicose pré, avaliação de medidas antropométricas, espessura muscular do Peitoral Maior (PM), Recordatório Alimentar 24horas (R24H), teste de Contração Voluntária Isométrica Máxima (CVIM) identificando o pico da Eletromiografia (EMG) do PM na sua porção clavicular e esternal, além do teste de uma repetição Máxima (1RM), e a glicose pós-teste. Em todas as visitas analisou-se a glicose pré e pós-teste, a espessura muscular, o R24H e a EMG. Após 48horas foi realizado a 2° visita com o teste de resistência muscular no supino reto com 80% de 1RM. Todas as outras visitas foram idênticas. A 3°, 4°, 5° e 6° visita contaram com a suplementação cafeína e/ou placebo em cápsulas 60 minutos pré-teste de resistência muscular. A cafeína contava com uma dose baixa (CB) de 210 mg e uma alta (CA) com 420 mg, já o placebo baixo (PB) era de 230 mg e o alto (PA) de 460 mg.A 3° visita aconteceu 48horas após a 2°, já a 4°, 5° e a 6° ocorreram 7 dias após a anterior. Foi utilizada a estatística descritiva. A ANOVA Two-Way para a comparação entre as condições com um nível de significância de p < 0,05, a magnitude de variação e o delta de variação foram utilizados. O teste T pareado foi usado para comparar os grupos e os momentos pré e pós-teste. Resultados: O número de repetições mostrou um aumento em todas as condições comparados ao BA, sem diferenças significativas (p > 0,05). A CB e o PA alcançaram as maiores médias de repetições (CB: 12,09 ± 3,33 reps; PA: 12,27 ± 2,72 reps), onde o grupo Fibras tipo II mostrou uma maior sensibilidade à cafeína A espessura muscular foi maior (p < 0,05) em todas as condições no momento pós-teste. Já a resposta glicêmica mostrou uma redução significativa (p < 0,05) pós-teste para as condições BA, PB e PA. Conclusão: Conclui-se que a cafeína influenciou no desempenho do teste de resistência muscular. Os resultados mostraram que sua suplementação teve uma maior influência nas fibras tipo II, promovendo uma maior ativação. Pensando na prática do TR, a suplementação de cafeína se mostrou um suplemento atraente para o desempenho.