Fronteiras instáveis: inautenticidade intercultural na escola de Foz do Iguaçu

A investigação parte da tese de que a integração cultural presente no imaginário social de Foz do Iguaçu, cidade brasileira de tríplice fronteira localizada no oeste do estado do Paraná, é mais uma construção política e ideológica do que uma expressão autêntica dos habitantes desta cidade. O recorte...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Carvalho, Francione Oliveira
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)
Repositorio:Repositório Digital do Mackenzie
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:dspace.mackenzie.br:10899/24578
Acceso en línea:http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/24578
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Foz do Iguaçu
fronteira
inautenticidade intercultural
escola
border
intercultural inauthenticity
school
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Descripción
Sumario:A investigação parte da tese de que a integração cultural presente no imaginário social de Foz do Iguaçu, cidade brasileira de tríplice fronteira localizada no oeste do estado do Paraná, é mais uma construção política e ideológica do que uma expressão autêntica dos habitantes desta cidade. O recorte investigativo se dá a partir das relações sociais estabelecidas entre os habitantes de Foz do Iguaçu e os vizinhos da fronteira argentina, na cidade de Puerto Iguazú, e os moradores da cidade brasileira com os imigrantes de origem árabe. Tendo o Programa Escolas Bilíngues de Fronteira (PEBF) e a Escola Libanesa Brasileira como locais privilegiados da investigação. A partir de Charles Taylor, compreendemos a inautenticidade como ação alienada do sujeito, a falta de percepção sobre as configurações morais e elos referenciais significativos que formam a sua identidade. A percepção que os sujeitos possuem de si mesmos depende de estruturas cognitivas, afinidades comuns e outras qualificações inscritas num cenário que surge das interações com os diversos grupos sociais. Ao ficar alheios a esta percepção, os sujeitos acabam se movendo no espaço público de forma imprecisa e sem autenticidade. Acredita-se que a inautenticidade intercultural faz com os sujeitos de culturas diversas produzam ações ou práticas mais próximas do protocolo e da institucionalização da cultura do que do contato qualificado com o outro, criando relações instáveis e permeadas por poder e pela necessidade de reconhecimento identitário