Agroecologia, sucessão familiar e políticas públicas: percepção dos jovens residentes em assentamentos de reforma agrária no município de Tamandaré, PE

A agricultura familiar estabelece vínculos entre a família agricultora e a produção de alimentos com sustentabilidade. Neste cenário, é importante considerar a inserção do jovem no campo nas suas mais diferentes dimensões, destacando os processos que envolvem esse jovem e a sucessão familiar na unid...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Maria Gabriela da
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE)
Repositorio:Repositório Institucional do IFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ifpe.edu.br:123456789/1509
Acceso en línea:https://repositorio.ifpe.edu.br/xmlui/handle/123456789/1509
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CIENCIAS AGRARIAS
Juventude rural
Êxodo rural
Agricultura familiar
Descripción
Sumario:A agricultura familiar estabelece vínculos entre a família agricultora e a produção de alimentos com sustentabilidade. Neste cenário, é importante considerar a inserção do jovem no campo nas suas mais diferentes dimensões, destacando os processos que envolvem esse jovem e a sucessão familiar na unidade de produção. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi caracterizar a agroecologia, a sucessão familiar e as políticas públicas através da percepção dos jovens residentes em assentamentos de reforma agrária no município de Tamandaré, PE. Foram realizadas 17 entrevistas com alunos da Escola Estadual de Referência em Ensino Médio Tamandaré (EREM) e gestores municipais. Nas entrevistas foram observados diferentes aspectos e dimensões dos jovens em suas unidades de produção familiar como a convivência, relações de gênero, educação, renda, lazer, políticas públicas e perspectivas de futuro. Também foi investigado a percepção dos gestores municipais acerca do tema juventude rural e sucessão familiar. Apenas quatro jovens relataram exercer atividades remuneradas na sua propriedade. Assim como, foi observado que 30% dos entrevistados dialogam com seus pais sobre as atividades existentes na unidade de produção e apenas 17% mencionaram existir algum tipo de divisão do trabalho em função do gênero. Foi verificado que apenas 17% dos jovens mencionaram que os seus pais recebem algum serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). Apenas dois jovens conhecem o Pronaf Jovem e nenhum teve acesso a essa linha de crédito. Em 47% dos jovens entrevistados foi relatado casos de violência ou discriminação racial e de gênero. A coleta de lixo existe em apenas 23% das residências rurais e todos afirmaram não haver em suas propriedades nenhum tipo de sistema de saneamento básico ou fossa asséptica. A metade dos jovens afirmaram que “viver” no meio rural é razoável e 90% desejam cursar uma graduação após o ensino médio. Entretanto, apenas um jovem manifestou o desejo em permanecer na propriedade após formado. Todos os gestores entrevistados reiteraram a importância e o desafio do tema juventude rural e sucessão familiar. Mencionando ações incipientes em suas secretarias ou intuições voltadas aos jovens do campo.