Toxicomania e posições subjetivas: uma dialética entre o prazer e o gozo

A literatura evidencia que o fenômeno da toxicomania não se deixa reduzir a qualquer classificação ou estrutura psicopatológica, pois oscila entre a neurose, a perversão e a psicose. Neste artigo, o objetivo é propor uma alternativa para analisar a toxicomania, respeitando a variabilidade do fenômen...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Paula, Ana Paula Paes de
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Repositorio:Psicologia Revista (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/22766
Acesso em linha:https://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/view/22766
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:toxicomania
psicanálise
psicopatologia
prazer
gozo
Descrição
Resumo:A literatura evidencia que o fenômeno da toxicomania não se deixa reduzir a qualquer classificação ou estrutura psicopatológica, pois oscila entre a neurose, a perversão e a psicose. Neste artigo, o objetivo é propor uma alternativa para analisar a toxicomania, respeitando a variabilidade do fenômeno e auxiliando na sua clínica. Para isto, na primeira parte, situamos a toxicomania na perspectiva psicanalítica, discutindo a dialética entre o prazer e o gozo. Na segunda parte, abordamos a dificuldade de classificação da toxicomania do ponto de vista psicopatológico. Na terceira parte, recorremos ao conceito de posição subjetiva de Minerbo para substituir o conceito de estrutura psicopatológica e para apresentar a seguinte hipótese: o toxicômano “desliza” entre diferentes posições subjetivas, pois a dependência evolui de forma não-linear em função do nível de resolução dos estágios do desenvolvimento psíquico que vivenciou e das circunstâncias que enfrenta. Concluímos que a identificação destas posições subjetivas e da sua dinâmica pode ser útil na clínica da toxicomania.