Ontologia e niilismo: das interpretações heideggerianas acerca do Zaratustra de Nietzsche

A pesquisa investiga as interpretações de Heidegger acerca da obra Assim falou Zaratustra de Nietzsche. Para tanto, o texto aproxima-se da leitura heideggeriana que declara Nietzsche como o responsável pelo acabamento da metafísica, onde a vontade de poder e o eterno retorno do mesmo enquanto elemen...

Full description

Bibliographic Details
Author: Souza, Eduardo Quelis de
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2021
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repository:Repositório Institucional da UFJF
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/13395
Online Access:https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2021/00178
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13395
Access Level:Open access
Keyword:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Heidegger
Nietzsche
Zaratustra
Ontologia
Niilismo
Ontology
Nihilism
Description
Summary:A pesquisa investiga as interpretações de Heidegger acerca da obra Assim falou Zaratustra de Nietzsche. Para tanto, o texto aproxima-se da leitura heideggeriana que declara Nietzsche como o responsável pelo acabamento da metafísica, onde a vontade de poder e o eterno retorno do mesmo enquanto elementos da posição metafísica fundamental de Nietzsche – expressa no mote amor fati – repousam sob a unidade velada da copertença entre essentia e existentia. O intento da pesquisa é apontar que o acabamento da metafísica não é o sinônimo para a superação da metafísica, apenas o enredamento definitivo em seu interior. Para Heidegger, o super-homem anunciado pelo Zaratustra não somente não supera a metafísica como do mesmo modo não supera o niilismo histórico, ao contrário disso, ele instala o projeto de uma dominação da Terra por meio da técnica e da maquinação, conduzindo perigosamente o homem ao desvio de sua própria essência em meio ao esquecimento do ser e à errância. Ainda, é interesse desta pesquisa traçar no pensamento de Heidegger o percurso que vai de Ser e Tempo ao período da virada, dando especial atenção ao tema da ontologia metafísica e do niilismo enquanto destino enviado pelo ser mesmo em sua retração e recusa.