Anatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L.

O Brasil é um dos maiores importadores de azeite de oliva, devido à dimensão populacional do país e à insuficiência na produção nacional de azeitonas. Nos últimos anos, iniciou-se a produção nacional de azeitonas, em olivais localizados na região Sul do país e na serra da Mantiqueira. Pelas caracter...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Martins, Mayron
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/45457
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/45457
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Botânica Aplicada
Azeitona - Produção
Oliveira
Enraizamento adventício
Barreiras anatômicas
Olea europaea L.
Adventitious rooting
Anatomical barriers
Olive - Production
Descripción
Sumario:O Brasil é um dos maiores importadores de azeite de oliva, devido à dimensão populacional do país e à insuficiência na produção nacional de azeitonas. Nos últimos anos, iniciou-se a produção nacional de azeitonas, em olivais localizados na região Sul do país e na serra da Mantiqueira. Pelas características climáticas distintas dessas duas regiões, principalmente em relação ao Mediterrâneo, as cultivares para a exploração são distintas e, até o momento, poucas produzem frutos com regularidade, principalmente nas regiões subtropicais da Serra da Mantiqueira. Outro fator limitante à expansão da olivicultura é a produção de mudas em larga escala, haja visto que as cultivares de oliveira que vêm sendo utilizadas no Brasil possuem baixa capacidade de enraizamento de suas estacas. Neste sentido, objetivou-se com este trabalho, analisar por uma perspectiva fitotécnica e anatômica, o enraizamento adventício em estacas caulinares semilenhosas de diferentes cultivares de Olea europaea L.. Para tanto, analisou-se características fitotécnicas e anatômicas de estacas semilenhosas de quatro cultivares de oliveira tratadas com AIB (3000 ppm) e mantidas em substrato vermiculita em câmara de nebulização intermitente em período experimental de 60 dias. Verificou-se o local de origem dos primórdios radiculares. Avaliou-se a porcentagem de enraizamento e de calogênese das estacas, a espessura de floema e de córtex, além da espessura e espaçamento do anel de esclerênquima. A correlação entre características fitotécnicas e anatômicas também foi avaliada. Realizou-se testes histoquímicos para detectar a presença de compostos fenólicos na região de ferimento das estacas. As cultivares apresentaram respostas diferentes quanto ao percentual de enraizamento, sendo a cultivar Santa Catalina a que apresentou maior percentual de estacas enraizadas e menor percentual de estacas calejadas quando comparada às demais cultivares. Espessuras de córtex, floema e de anel de esclerênquima, bem como o espaçamento desta estrutura não influenciam no processo de enraizamento. Houve correlação forte e negativa entre os percentuais de estacas enraizadas e de estacas calejadas. Compostos fenólicos foram detectados em células do câmbio. As respostas distintas entre as estacas de oliveira acerca do enraizamento adventício demonstram que as cultivares têm exigências de diferentes cofatores influentes neste processo. Processo este que não sofre influência direta de estruturas anatômicas, que são apenas obstáculos a mais a serem ultrapassados pela recém formada raiz ao emergir. Quanto maior o percentual de calogênese, menor o percentual estacas enraizadas. Confirma-se a presença de compostos na região basal das estacas e atenta-se para a presença dos compostos fenólicos em células do câmbio, local de origem dos primórdios radiculares em estacas das cultivares estudadas, uma vez que estes estão relacionados à síntese de auxina.