Louça, lençol e toalha: a intimidade limitada como repertório de demarcação na relação entre diaristas e suas clientes
A partir de uma etnografia realizada entre 2019 e 2021 junto a um coletivo de faxineiras em Belo Horizonte-MG, este artigo se propõe a refletir sobre as estratégias de atuação dessas trabalhadoras face às históricas e estruturais desigualdades existentes no trabalho doméstico remunerado no Brasil. A...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Ponto Urbe |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/216930 |
| Acceso en línea: | https://revistas.usp.br/pontourbe/article/view/216930 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | trabalho doméstico diaristas intimidade gênero raça Antropologia Urbana Antropologia Ponto Urbe Ciências Sociais |
| Sumario: | A partir de uma etnografia realizada entre 2019 e 2021 junto a um coletivo de faxineiras em Belo Horizonte-MG, este artigo se propõe a refletir sobre as estratégias de atuação dessas trabalhadoras face às históricas e estruturais desigualdades existentes no trabalho doméstico remunerado no Brasil. A pesquisa foi marcada pelo período da pandemia de Covid-19, que trouxe uma série de dificuldades para realização da etnografia, e sobretudo para as diaristas com quem pude dialogar. Ao longo do trabalho de campo multissituado, foi possível observar como a relação entre reconhecimento profissional e distanciamento da intimidade é um aspecto central na proposta política dessas trabalhadoras. A luta por um trabalho doméstico remunerado livre de exploração, antirracista e que valorize o trabalho de diarista se concretiza nas próprias práticas de negociação e no cotidiano do trabalho, a partir da demarcação de certos limites e do estabelecimento de relações pedagógicas entre clientes e trabalhadoras. |
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