Avaliação do impacto do programa Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) no manejo perioperatório em mulheres com câncer ginecológico.
Introdução: O programa Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) tem sido adotado em várias especialidades cirúrgicas e instituições em todo o mundo e as evidências do seu benefício na Ginecologia Oncológica estão bem estabelecidas. O programa ERAS concentra-se nos pacientes e no recebimento de cuidado...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2022 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repository: | Repositório Institucional da UNESP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/217386 |
| Online Access: | http://hdl.handle.net/11449/217386 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Recuperação pós-cirúrgica melhorada Período pós-operatório Câncer ginecológico Aplicativos móveis Telemedicina Enhanced recovery after surgery Postoperative period Genital neoplasms, female Mobile applications mHealth |
| Summary: | Introdução: O programa Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) tem sido adotado em várias especialidades cirúrgicas e instituições em todo o mundo e as evidências do seu benefício na Ginecologia Oncológica estão bem estabelecidas. O programa ERAS concentra-se nos pacientes e no recebimento de cuidados baseados em evidências. Como fonte de motivação para as pacientes, acredita-se que ferramentas digitais possam contribuir para a mudança de comportamento e maior engajamento dos pacientes a participarem mais ativamente do seu processo de recuperação. A gamificação pode ser um meio eficaz de direcionar componentes motivacionais. Esta tese tem como objetivo uma revisão da literatura com as recomendações do manejo peri-operatório em cirurgia ginecológica baseadas no programa ERAS e o desenvolvimento e validação de um aplicativo (app) móvel gamificado para utilização por pacientes no pós-operatório, com base no programa ERAS. Métodos: Foram revisados os protocolos mais atuais publicados pela ERAS Society. O processo de desenvolvimento do app (MobERAS) incluiu idealização; formação de equipe interdisciplinar; avaliação da necessidade potencial dos usuários; e desenvolvimento e implantação do produto. Testes de usabilidade foram realizados durante o processo de desenvolvimento. Foi realizada a validação do app, com a inclusão de mulheres submetidas a cirurgias ginecológicas oncológicas de médio e grande porte. As pacientes avaliaram a usabilidade do app por meio da System Usability Scale (SUS). Utilizou-se a Mobile App Rating Scale (MARS) para avaliação do MobERAS por profissionais de saúde e profissionais em tecnologia. Foi realizada uma coleta de dados com o uso do MobERAS referentes a desfechos clínicos ocorridos nas primeiras 24 horas do pós-operatório, e então realizada uma análise, com avaliação de associações desses dados com parâmetros do programa ERAS. As diferenças com p<0,05 foram consideradas significantes. Resultados: Foi realizada uma revisão da literatura com as recomendações do manejo perioperatório em cirurgia ginecológica baseado no programa ERAS. Foi desenvolvido um app gamificado baseadas nessas recomendações. O MobERAS foi de fácil utilização e atraente devido ao uso de gamificação. Foi projetado para ser baixado em dispositivos móveis e para fornecer dados pós-operatórios. Foi acoplado a ele um sistema de posicionamento global (GPS) que monitora o tempo e a distância de deambulação. Houve uma boa aceitação do uso do MobERAS pelas pacientes, com boa avaliação da usabilidade. O app foi avaliado em todos os quesitos como bom ou muito bom pelos profissionais. Um maior tempo de imobilidade no pós-operatório se associou significativamente com a ocorrência de vômitos (p=0,001), não eliminação de flatos (p=0,004) e pior tolerância à dieta nas primeiras 24 horas (p<0,001). Um tempo mais prolongado desde o término da cirurgia até a primeira caminhada se associou significativamente com uma pior a tolerância à dieta (p<0,001). Evidenciou-se ainda associação significativa de um maior índice de dor com não eliminação de flatos (p=0,014) e pior tolerância à dieta (p=0,019). Conclusão: O programa ERAS deve se tornar a prática padrão nas cirurgias ginecológicas eletivas. O MobERAS se mostrou de fácil utilização, seguro, bem aceito pelas pacientes e bem avaliado por especialistas. |
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