Relação entre prevalência de anticorpos para arbovirus e virus de hepatite B na região do Vale do Ribeira, Brasil

280 escolares de 6 a 14 anos de idade, residentes em Iguape, Vale do Ribeira, sudeste do Estado de São Paulo, foram estudados com o objetivo de verificar possível associação entre a prevalência de anticorpos para hepatite B e a exposição a mosquitos hematófagos, avahada indiretamente pela prevalênci...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Pannuti, Cláudio Sérgio, Iversson, Lygia Busch, Mendonça, João Silva de, Rosa, Amélia P. A. Travassos da, Granato, Celso Francisco Hernandes
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1989
País:Brasil
Institución:Instituto de Medicina Tropical (IMT)
Repositorio:Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/28648
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28648
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hepatitis B transmission
Hepatitis B seroepidemiology
Arbovirus and Hepatitis B
Descripción
Sumario:280 escolares de 6 a 14 anos de idade, residentes em Iguape, Vale do Ribeira, sudeste do Estado de São Paulo, foram estudados com o objetivo de verificar possível associação entre a prevalência de anticorpos para hepatite B e a exposição a mosquitos hematófagos, avahada indiretamente pela prevalência de anticorpos de arbovirus. As crianças eram originárias de 4 áreas com características topográficas e fitográficas diferentes: 89 residiam em área urbana, 89 em área periurbana, 30 em área de cultivo extensivo de banana e hortaliças e 72 em área florestal. Estudos prévios mostraram significante maior prevalência de anticorpos de arbovirus nas áreas cultivada e florestal do que nas áreas urbana e periurbana. A pesquisa de anti-HBs foi feita por radioimunoensaio (Ausab, Laboratorio Abbott) e de anti-HBc por ensaio imunoenzimático (Roche). Observou-se que os escolares residentes na área florestal apresentaram mais alta prevalência (26/72 = 36.1%) de anticorpos para hepatite B de que os residentes nas áreas urbana (5/89 = 5,6%), periurbana (6/89 = 6.7%) e cultivada (0/30 = 0%). Os resultados sugerem a existência de fator comum na transmissão de arboviruses e de hepatite B, apoiando a hipótese que nas regiões tropicais com presença de mata mosquitos possam desempenhar importante papel na transmissão da hepatite B.