COVID-19 e o fim da vida: quem será admitido na Unidade de Terapia Intensiva?

A COVID-19 – doença causada pelo vírus SARS-CoV-2 – se tornou um grande desafio para as sociedades contemporâneas, em termos clínicos e de saúde pública, desde seu reconhecimento na China, em dezembro de 20191. O fato de se tratar de (1) um vírus novo, para o qual os seres humanos não têm imunidade...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Siqueira-Batista, Rodrigo, Gomes, Andréia Patrícia, Braga, Luciene Muniz, Costa, Alexandre da Silva, Thomé, Beatriz, Schramm, Fermin Roland, Sales Júnior, João Andrade Leal, Fortes, Pablo, Rego, Sergio, Santos, Sônia, Marinho, Suely
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/41469
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/41469
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:COVID-19
Infecções por Coronavirus
Unidades de Terapia Intensiva
Iniquidade Social
Fatores socioeconômicos
Fatores Socioeconômicos
Descripción
Sumario:A COVID-19 – doença causada pelo vírus SARS-CoV-2 – se tornou um grande desafio para as sociedades contemporâneas, em termos clínicos e de saúde pública, desde seu reconhecimento na China, em dezembro de 20191. O fato de se tratar de (1) um vírus novo, para o qual os seres humanos não têm imunidade –, (2) altamente transmissível (cada infectado, mesmo assintomático, pode transmitir o patógeno, em média, para três pessoas) e (3) capaz de desencadear quadros graves – com necessidade de internação hospitalar e, por vezes, de ventilação mecânica – tem produzido uma significativa pressão, sem precedentes, nos sistemas de saúde de diferentes regiões do planeta, muitas vezes com consequências devastadoras para as populações atingidas. Dado o exponencial crescimento do número de doentes por COVID-19, os já escassos recursos e infraestruturas destinados à atenção à saúde têm se tornado ainda mais insuficientes. Com efeito, os leitos existentes na rede pública não são suficientes para o quantitativo de pacientes que necessitam de atendimento. Além disso, os leitos da rede privada, até o momento não disponibilizados para todos, desenham uma significativa inequidade de acesso, o que permite que a injustiça já comece no início do percurso terapêutico dos pacientes com COVID-19: ou seja, aqueles que têm mais recursos e melhor nível socioeconômico acessam mais facilmente os bons cuidados de saúde.