Museu de momentos: poesia, memória e fotografia em Ana Martins Marques
Este ensaio propõe-se a analisar as relações entre poesia, memória e fotografia na obra poética de Ana Martins Marques, particularmente nos poemas “Museu” e “Aparador”, de O livro das semelhanças (2015). Interessa-nos investigar de que modo a temática da memória se apresenta na poesia de Marques, so...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Soletras (São Gonçalo. Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/33098 |
| Acceso en línea: | https://www.e-publicacoes.uerj.br/soletras/article/view/33098 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Poesia brasileira contemporânea Fotografia Memória Ana Martins Marques. |
| Sumario: | Este ensaio propõe-se a analisar as relações entre poesia, memória e fotografia na obra poética de Ana Martins Marques, particularmente nos poemas “Museu” e “Aparador”, de O livro das semelhanças (2015). Interessa-nos investigar de que modo a temática da memória se apresenta na poesia de Marques, sobretudo no que diz respeito à fotografia enquanto dispositivo de armazenamento do passado. Para tanto, as reflexões de Agamben (2007; 2009) sobre a museificação do mundo e a fotografia servem como suporte teórico desta reflexão. Verificamos, através deste estudo, que a fotografia, nos poemas de Ana Marques, não apenas procura captar ou registrar os fatos significativos de uma existência, mas sobretudo aquilo que é banal e insignificante, e, até mesmo, aquilo que não foi fotografado. Assim, a poeta propõe um museu de ninharias, de instantes banais, subvertendo o sentido comum atribuído à prática dos museus enquanto locais de armazenamento dos objetos e obras representativas da história e dos movimentos culturais ou artísticos. |
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