Geossociolinguística e ensino: o grau diminutivo dos substantivos

Os atlas linguísticos, originados de pesquisas geossociolinguísticas, contribuem para o ensino da língua materna, ilustrando e exemplificando a variação diatópica, diassexual e diageracional (dentre outras) existentes. Neste artigo, abordamos os registros obtidos para o Atlas Linguístico do Norte Pi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Ribeiro, Thiago Leonardo, Ramos Pinto, Vera Maria
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Repositorio:Revista Entretextos
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/46693
Acceso en línea:https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/entretextos/article/view/46693
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Geossociolinguística
Variação linguística
Ensino
Descripción
Sumario:Os atlas linguísticos, originados de pesquisas geossociolinguísticas, contribuem para o ensino da língua materna, ilustrando e exemplificando a variação diatópica, diassexual e diageracional (dentre outras) existentes. Neste artigo, abordamos os registros obtidos para o Atlas Linguístico do Norte Pioneiro do Paraná – ALINPPR (2021), especificamente a questão 5 do Questionário Morfossintático - QMS, sobre o grau diminutivo do substantivo. O presente estudo resulta numa possibilidade de uso de pesquisas sociolinguísticas para a humanização do trabalho gramatical em sala de aula, uma aproximação da universidade com a escola. Considerando que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) defende o trabalho com a variação linguística nos componentes de Língua Portuguesa dos ensinos Fundamental e Médio, respaldados por estudos de Bortoni-Ricardo (2021) e Ramos Pinto (2018), desenvolvemos atividades de ensino da norma gramatical levando em consideração a fala popular. Por exemplo, podemos perguntar qual o diminutivo de foto, e, com a carta linguística M6 – Fotinho, verificamos que a forma mais frequente é a feminina, entretanto, na gramática do português brasileiro, encontramos a forma masculina como a mais adequada. Assim, trabalhando com dados reais da língua e a norma linguística de prestígio em vigor, poderemos alcançar uma educação mais consciente.