Dostoevsky and World-Literature: notes for a solution to the Mister Astley's enigma
Schwarz (2000, p. 27) lembra a recorrência de personagens germanófilos e francófilos nos romances russos, figuras um tanto ridículas que, embora sejam falsários e picaretas, são os grandes defensores da modernização que acompanha o capital. Em Um jogador, romance de Dostoiévski publicado em 1867, a...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | RUS (São Paulo) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/189154 |
| Acceso en línea: | https://www.revistas.usp.br/rus/article/view/189154 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Dostoiévski Literatura-Mundial Imperialismo Dostoevsky World-Literature Imperialism |
| Sumario: | Schwarz (2000, p. 27) lembra a recorrência de personagens germanófilos e francófilos nos romances russos, figuras um tanto ridículas que, embora sejam falsários e picaretas, são os grandes defensores da modernização que acompanha o capital. Em Um jogador, romance de Dostoiévski publicado em 1867, a situação vai além. Como sua ação transcorre toda no exterior, não há sequer a necessidade de um russo francófilo ou germanófilo: os ocidentais falam por si. Contudo, diferentemente do que ocorre com os demais personagens associados ao Ocidente, há, no romance em questão, um retrato aparentemente positivo de Mister Astley, britânico que, no entender de boa parte da crítica, seria uma espécie de paradigma moral do romance. O que se pretende neste artigo é justamente uma problematização da leitura positiva que se faz de Mister Astley, buscando-se, ao inserir o personagem na economia-mundo capitalista e ler a obra dostoievskiana a partir da problemática da Literatura-Mundial, apontá-lo como o retrato do nefasto imperialismo britânico. |
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