Memórias e objetos na perspectiva dos praticantes budistas em Pernambuco

O presente trabalho analisa as relações entre os praticantes budistas do Centro de Estudos Budistas Bodisatva (CEBB) em Recife-PE e seus objetos pessoais, buscando compreender quais as negociações são feitas entre as socializações desses indivíduos – aquela prévia à prática budista e após a adesão à...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: MORAES, Luísa Nóbrega de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/52411
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52411
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Antropologia
Musealização
Memória
Afeto
Objetos
Budismo
Descripción
Sumario:O presente trabalho analisa as relações entre os praticantes budistas do Centro de Estudos Budistas Bodisatva (CEBB) em Recife-PE e seus objetos pessoais, buscando compreender quais as negociações são feitas entre as socializações desses indivíduos – aquela prévia à prática budista e após a adesão à essa filosofia. Tal esforço apresenta como objetivo (1) pesquisar as motivações que levam esses indivíduos a buscarem a prática budista; (2) identificar os acervos domésticos dos praticantes, buscando compreender os contrastes e negociações ali existentes, bem como possíveis mudanças simbólicas na relação com a materialidade; (3) desenvolver uma teoria dos objetos acerca de práticas de salvaguarda possíveis, através da ideia de memória em diálogo com a musealização e a patrimonialização. Com este fim, foram realizadas oito entrevistas semi-estruturadas com pessoas frequentadoras do centro budista em questão, que apresentavam maior envolvimento com a prática. Constatamos que essas pessoas são capazes de desenvolver outras visões de mundo a partir do Budismo, de forma a promover mudanças na forma de encarar seus objetos afetivos, mas não necessariamente influenciando as práticas de salvaguarda desses acervos domésticos. Esse trabalho pode contribuir para a antropologia nas discussões entre humanos e não humanos, bem como promover uma aproximação entre antropologia e museologia, a partir das contribuições do campo museal ao debate acerca da materialidade.