Estudo da Faixa Granulítica entre Rio Claro e Mangaratiba e seu significado no contexto da Zona de Interferência entre as Faixas Brasília e Ribeira
A região estudada é vinculada a evolução do segmento Central da Faixa Ribeira, o qual seria produto de colisão entre terrenos distintos, em dois eventos, o primeiro entre 595 e 570 Ma e o segundo em aproximadamente 525 Ma. Entretanto trabalhos recentes levantam a hipótese desta região estar associad...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/18663 |
| Acceso en línea: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18663 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ribeira Belt Brasília Belt Interference Zone Structural Metamorphism Geochronology Faixa Ribeira Faixa Brasília Zona de Interferência Estrutural Metamorfismo Geocronologia CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA |
| Sumario: | A região estudada é vinculada a evolução do segmento Central da Faixa Ribeira, o qual seria produto de colisão entre terrenos distintos, em dois eventos, o primeiro entre 595 e 570 Ma e o segundo em aproximadamente 525 Ma. Entretanto trabalhos recentes levantam a hipótese desta região estar associada a evolução de faixas móveis neoproterozóicas, como a Faixa Brasília Sul e Cinturão Dom Feliciano. Neste novo contexto apresentado o objetivo deste trabalho foi estudar as rochas da faixa granulítica Ponte de Zinco e demais rochas associadas, a fim de verificar se a área está inserida na Zona de Interferência entre as faixas Brasília e Ribeira. A região aqui estudada foi mapeada por trabalhos de empresa e trabalhos acadêmicos entre 1978 e 1995, tendo sido inserida em trabalhos regionais no final dos anos 2000. A pesquisa aqui realizada com base em mapeamentos geológico em escala 1:50.000, análises petrográfica e geocronológica, resultou em novos dados que possibilitam uma interpretação da história evolutiva diferente dos trabalhos tradicionais e corroborando os modelos apresentados recentemente. As rochas metassedimentares identificadas foram separadas em duas sequências deposicionais diferentes: a mais antiga com idade máxima de deposição em 1,2 Ga, composta por Biotita-gnaisses com intercalações de anfibolito e um conjunto de quartzito, rocha calcissilicática e rocha metaultramáfica intimamente associado em intercalações centimétricas a métricas; a sequência mais jovem apresenta idade máxima de deposição em aproximadamente 700 Ma, sendo composta por (Opx)-Sil-Grt-Bt-Gnaisse com intercalação de Biotita-gnaisse e quartzito feldspático, anfibolitos, rocha metaultramáfica e rocha calcissilicática, além de formação ferrífera associada a possíveis rochas metabásicas. Apesar do período de deposição diferentes, ambas sequências possuem área fonte semelhante, com contribuição de rochas arqueanas, paleoproterozóicas e mesoproterozóicas, em proporções semelhantes, tendo a mais jovem contribuição de rochas neoproterozóicas. As rochas das duas sequências e as rochas do embasamento apresentam registro de três eventos metamórficos: 640 Ma, associado à evolução de um arco magmático; 625 e 610 Ma, contemporâneo a principal fase de deformação e granitogênese cedo a sin colisional e; 580 Ma. O principal evento metamórfico ocorreu em facies anfibolito com pressões intermediárias, registrado em todas as unidades acima mencionadas, estando superposto a um metamorfismo de facies granulito, registrado na sequência deposicional mais jovem e nas rochas do embasamento. A principal fase de deformação gerou foliação metamórfica, localmente formando milonitos em zonas de cisalhamento, com mergulho intermediário a, localmente, íngreme, para NW, com lineação para NE e indicação de movimento de topo obliquo para NE. Estas características metamórficas, estruturais e geocronológicas assemelham-se a história evolutiva observada na Nappe Socorro-Guaxupé, unidade tectônica associada a evolução da Faixa Brasília Sul. O metamorfismo mais novo apresenta idades que são compatíveis ao primeiro evento metamórfico da Faixa Ribeira, desta forma corroborando com o modelo recente que insere esta região na Zona de Interferência entre as faixas Brasília e Ribeira, especificamente no domínio da paleoplaca cavalgante durante os processos de convergência e colisão continental, estando a sutura mais a sul da área estudada. Posteriormente ocorreu a intrusão de diques gabróicos, corpos graníticos sub-horizontais, falhamentos e diques de diabásio. |
|---|