Uma análise histórica e econométrica dos fatores associados ao cultivo de coca na Colômbia

Em conjunto, a Colômbia, o Peru e a Bolívia respondem por mais de 98% da área global de cultivos de coca, o principal insumo para a fabricação de cocaína. A Colômbia é responsável por aproximadamente 70% do total dos cultivos. A escolha deste tema como objeto de análise se dá por causa da importânci...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Cézar Augusto Pereira dos
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/10061
Acceso en línea:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10061
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Colômbia
Municípios
Cultivos Ilícitos
Cocaína
Erradicação
CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA
Descripción
Sumario:Em conjunto, a Colômbia, o Peru e a Bolívia respondem por mais de 98% da área global de cultivos de coca, o principal insumo para a fabricação de cocaína. A Colômbia é responsável por aproximadamente 70% do total dos cultivos. A escolha deste tema como objeto de análise se dá por causa da importância do país no mercado mundial de cocaína e pela sua proximidade geográfica com o Brasil - segundo maior consumidor mundial de cocaína. Esta pesquisa realizou uma análise espacial dos cultivos nos municípios colombianos entre 2001 e 2009 a partir de um conjunto de variáveis econômico/sociais, ambientais, de violência e de estratégias políticas adotadas desde o Plano Colômbia para enfrentar a oferta de cocaína. Para tanto, foi realizada, em um primeiro momento, uma Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE), e, na sequência, foram estimados um modelo econométrico de cross-section espacial para o ano de 2009 e um modelo de dados em painel espacial para o período entre 2001 e 2009. Entre os resultados, constatou-se que a principal estratégia adotada no âmbito do Plano foi a da erradicação forçada dos cultivos, com ênfase na erradicação aérea com utilização de glifosato. No período em análise, aproximadamente, um milhão de hectares de coca foram fumigados e cerca de trezentos e vinte mil foram erradicados de forma manual. Tanto em 2001, quanto em 2009, verificou-se a existência de dependência espacial entre os cultivos nos municípios colombianos, com uma tendência à concentração. Em 2001, o principal cluster regional se localizava na parte sudeste do país, principalmente no departamento de Putumayo, na região Amazônica. Em 2009, ele estava localizado na parte sudoeste, no departamento de Nariño, na região do Pacífico denotando que os cultivos migraram em resposta às estratégias de erradicação adotadas pelo governo. Na estimação do modelo econométrico espacial de cross-section, um modelo SAC foi escolhido. No caso do modelo de dados em painel espacial, a escolha recaiu sobre o modelo SAR. Os cultivos apresentaram uma relação direta com os hectares erradicados e com a presença de grupos armados ilegais. A relação se mostrou inversa com o IDM e com os investimentos governamentais nos municípios, que por sua vez apresentaram pouco impacto sobre a redução dos cultivos. Isto reflete a escolha do Governo, que sob a égide do Plano Colômbia aportou a maior parte dos recursos financeiros (82%) para o componente militar do Plano – e, também pelo fato de que durante o período em análise, adotou como política estatal a proibição de implantação de projetos de Desenvolvimento Alternativo (DA) em municípios em que fosse identificada a presença de cultivos de coca.