Alterações encontradas nos hemogramas realizados no laboratório de uma Clínica Veterinária de Ensino. Relato de Caso

Este trabalho teve o objetivo de realizar a coleta das informações contidas nos laudos de exames realizados entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, visando mostrar as principais alterações laboratoriais dos animais atendidos na Clínica Veterinária de Ensino da UFJF, bem como demonstrar a importânc...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Silva, João Paulo Ambrosio da; Universidade Federal de Juiz de Fora., Franciscato, Carina; Universidade Federal de Juiz de Fora.
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositório:Revista brasileira de higiene e sanidade animal
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.www.higieneanimal.ufc.br:article/767
Acesso em linha:http://www.higieneanimal.ufc.br/seer/index.php/higieneanimal/article/view/767
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Anemia, leucocitose, trombocitopenia, hiperproteinemia
Descrição
Resumo:Este trabalho teve o objetivo de realizar a coleta das informações contidas nos laudos de exames realizados entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, visando mostrar as principais alterações laboratoriais dos animais atendidos na Clínica Veterinária de Ensino da UFJF, bem como demonstrar a importância da realização de hemogramas para o direcionamento dos diagnósticos das enfermidades. Para isso, foram analisados 545 laudos de hemograma, sendo 475 cães e 70 gatos. Estes exames revelaram que 162 (29,7%) animais apresentaram anemia, sendo que destes, apenas 73 (45,1%) demonstraram sinais de regeneração; 81 (14,9%) pacientes exibiram leucocitose, enquanto 49 manifestaram leucopenia (8,9%); 105 (19,3%) animais estavam com neutrofilia e 133 (24,4%) possuíam aumento no número de bastonetes; 22 (4%) pacientes estavam com linfocitose; 76 (13,9%) animais possuíam eosinofilia; 17 (3,1%) indivíduios apresentaram monocitose. Com relação às plaquetas, 64 (11,7%) animais estavam com trombocitose; 65 (11,9%) pacientes possuíam trombocitopenia; em 168 (30,8%) animais foram identificadas macroplaquetas; 97 (17,8%) amostras possuíam presença de agregados plaquetários, sendo que em 12 (2,2%) amostras não foi possível realizar a contagem devido aos agregados. Além disso, 354 (64,9%) animais apresentaram aumento de proteínas plasmáticas. Os resultados encontrados neste estudo contribuíram para o conhecimento das principais alterações laboratoriais apresentadas pelos animais atendidos na Clínica Veterinária de Ensino, onde foi possível detectar variações em eritrograma, leucograma e proteínas plasmáticas, além de verificar modificações plaquetárias. Assim, este trabalho serviu para reforçar que o hemograma é um exame complementar fundamental, capaz de traduzir informações sobre a saúde dos animais e auxiliar no diagnóstico de enfermidades destes.