Estudo de marcadores de monócitos/macrófagos em pacientes com esclerose sistêmica
Base teórica: A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune progressiva e caracterizada por vasculopatia e fibrose, que pode ser subclassificada em subtipo cutâneo difuso e cutâneo limitado. Sua apresentação clínica é altamente heterogênea, com acometimento da pele e órgãos internos em variado g...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/196656 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/196656 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Escleroderma sistêmico Monocitos Macrófagos Biomarcadores Receptores de IgG Citometria de fluxo Estudos transversais Systemic sclerosis Cell markers Monocytes Macrophages Pathogenesis Flow cytometry |
| Sumario: | Base teórica: A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune progressiva e caracterizada por vasculopatia e fibrose, que pode ser subclassificada em subtipo cutâneo difuso e cutâneo limitado. Sua apresentação clínica é altamente heterogênea, com acometimento da pele e órgãos internos em variado grau de gravidade e extensão e apresenta a maior taxa de letalidade entre as doenças do tecido conjuntivo. Embora a ativação do sistema imune tenha sido reconhecida há muito tempo, os mecanismos responsáveis pelo início da autoimunidade e o papel dos monócitos e macrófagos nas vias efetoras imunes da patogênese da ES permanecem pouco compreendidos. Objetivo: avaliar subpopulações de monócitos (clássicos, intermediários e não-clássicos) circulantes no sangue de pacientes com ES e possível associação destas subpopulações com manifestações da doença. Métodos: cinquenta pacientes consecutivos preenchendo os critérios de classificação ACR / EULAR de 2013 para ES foram incluídos em estudo transversal. Subpopulações de monócitos foram identificadas com base na expressão de CD64, CD14 e CD16, avaliadas por citometria de fluxo, e correlacionadas com as características clínicas dos pacientes; ainda, foram estudadas as expressões de HLA-DR, CD163, CD169 e CD206, nos monócitos. Trinta e oito indivíduos saudáveis pareados por idade e sexo foram recrutados como grupo controle. Resultados: Os pacientes com ES tiveram um aumento no número de monócitos do sangue periférico circulantes em comparação com indivíduos saudáveis. Contagens absolutas de subpopulações CD16+ de monócitos (intermediários e não-clássicos) foram maiores em pacientes com ES. Não houve associação entre subpopulações de monócitos e qualquer manifestação clínica avaliada. Pacientes com ES difusa apresentaram maior expressão de CD169. Conclusão: pacientes com ES apresentam maior contagem de todas as subpopulações de monócitos, em relação ao grupo controle, com perfil fenotípico ativado. Não houve associação entre subpopulações de monócitos e as manifestações fibróticas avaliadas. CD169 se demonstrou mais representativo na ES difusa, sendo um marcador promissor para diferenciar os subtipos da doença. |
|---|