A psicopatologia psicanalítica das perversões na atualidade: uma revisão sistemática
O conceito de perversão sempre esteve impregnado pela concepção da psiquiatria clássica de um desvio moral e sexual, e seu estatuto costuma ser mal compreendido na própria psicanálise. A presente pesquisa teve como objetivo a discussão das perversões no âmbito da psicopatologia psicanalítica. Trata-...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Estudos e Pesquisas em Psicologia (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/37138 |
| Acceso en línea: | https://www.e-publicacoes.uerj.br/revispsi/article/view/37138 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | perversão psicopatologia psicanálise Psicologia |
| Sumario: | O conceito de perversão sempre esteve impregnado pela concepção da psiquiatria clássica de um desvio moral e sexual, e seu estatuto costuma ser mal compreendido na própria psicanálise. A presente pesquisa teve como objetivo a discussão das perversões no âmbito da psicopatologia psicanalítica. Trata-se de uma pesquisa teórico-conceitual, baseada na revisão bibliográfica sistemática da literatura nacional feita através de um levantamento no portal da Biblioteca Virtual de Psicologia (BVS-PSI) dos artigos de 10 anos (2003 – 2013) com os descritores psicanálise, perversão e psicopatologia. Chegou-se a um total de vinte e oito artigos, os quais foram resumidos e categorizados, e levados para a sistematização, a interpretação e discussão. Os resultados mostram que na caracterização psicopatológica a literatura PSI tende a privilegiar os modelos pós-freudianos da perspectiva lacaniana e da perspectiva das relações de objeto. Conclui-se que a literatura atual não tem avançado em novas propostas de constructos teóricos acerca das perversões, demonstrando que o modelo da formação do objeto-fetiche freudiano ainda predomina como parâmetro para o seu entendimento, e que as discussões psicodinâmicas e estruturais têm diminuído em detrimento de uma abordagem ampliada de crítica sociológica e histórica sobre a perversão como produto de uma ordem médico-jurídica própria da modernidade. |
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