Retornos sobre a infinita luz azul: poesia, memória e história em Rafael Alberti

Esta tese investiga o vínculo entre o signo mar, o exercício da memória e o trabalho com a palavra na poesia escrita por Rafael Alberti (1902-1999) durante seu exílio na Argentina e no Uruguai (1940-1963). Trata-se de um conjunto que chama a atenção pelo processo de escritura praticamente simultâneo...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Carvalho, Mayra Moreyra
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13082019-131825
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8145/tde-13082019-131825/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:1939 Spanish exile
20th century
Exílio republicano espanhol de 1939
Memória
Memory
Poesia espanhola
Rafael Alberti
Século XX
Spanish poetry
Descrição
Resumo:Esta tese investiga o vínculo entre o signo mar, o exercício da memória e o trabalho com a palavra na poesia escrita por Rafael Alberti (1902-1999) durante seu exílio na Argentina e no Uruguai (1940-1963). Trata-se de um conjunto que chama a atenção pelo processo de escritura praticamente simultâneo, o qual, embora compartilhe motivos e problemas, apresenta uma grande diferença formal. A variação também sugere que o movimento é, efetivamente, um traço constitutivo da voz poética albertiana. Em meio a esse canteiro de obras, aparece Retornos de lo vivo lejano, cujos quarenta e cinco poemas se intitulam retornos, dando corpo a uma nova forma criada pelo poeta. O movimento de retorno não é só a atitude de um sujeito que revisita o passado, mas a escolha da nostalgia como perspectiva crítica sobre a história, postura a partir da qual se constrói uma poesia (do) possível. Propomos um percurso analítico que se inicia com Marinero en tierra, obra de estreia do poeta, de 1925, em que se lançam as bases da relação triádica entre mar, memória e poesia. Retornos de lo vivo lejano será tomado como um ponto de inflexão da trajetória de Rafael Alberti por permitir pensar a um só tempo o vínculo com o signo mais presente em sua obra, o mar, seu compromisso (po)ético com o exercício da memória, e sua concepção do trabalho poético.