(Dis)função sexual, depressão e ansiedade em pacientes ginecológicas
Os objetivos do presente estudo foram: (1) avaliar a função sexual feminina e a presença de depressão e ansiedade; (2) verificar a associação entre disfunção sexual feminina (DSF), depressão e ansiedade e (3) identificar as variáveis relacionadas com os domínios: desejo, excitação, orgasmo e dor dur...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-27092013-150435 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-27092013-150435/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ansiedade Anxiety Comportamento sexual Depressão Depression Disfunções sexuais psicogênicas Questionários Questionnaires Sexual behavior Sexual dysfunctions psychological Sexualidade Sexuality |
| Sumario: | Os objetivos do presente estudo foram: (1) avaliar a função sexual feminina e a presença de depressão e ansiedade; (2) verificar a associação entre disfunção sexual feminina (DSF), depressão e ansiedade e (3) identificar as variáveis relacionadas com os domínios: desejo, excitação, orgasmo e dor durante a relação sexual Participaram do estudo 110 pacientes saudáveis (idade: 18-61, média:38,5 anos) que aguardavam consulta ambulatorial de prevenção ginecológica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). A avaliação foi realizada com questionários específicos desenvolvidos para a pesquisa, juntamente com o Quociente Sexual Feminino (QS-F), Inventário Beck de Depressão (BDI-II) e Inventário Beck de Ansiedade (BAI). A análise das respostas mostrou que do total da amostra, 36 (32,7%) mulheres apresentavam inibição de desejo; 16 (14,5%), problemas de excitação; 35 (31,8%), dificuldades de orgasmo; 31 (28,2%) queixavam-se de dor durante a relação; e 39 (35,5%) atingiram pontuação inferior a 60 no QS-F, indicando DSF em geral. Depressão e ansiedade acometeram 26 (23,6%) e 37 (33,6%) pacientes, respectivamente. Os dados também revelaram uma relação significante entre DSF, depressão e ansiedade, além de identificar fatores de risco para os domínios sexuais. Diminuição do desejo sexual foi associada à depressão, ansiedade, escolaridade, incômodo com próprio o corpo, masturbação e educação sexual; problemas de excitação foram ligados à depressão, ansiedade, idade, escolaridade, incômodo com o próprio corpo, medo relacionado a sexo e educação sexual; orgasmo foi impactado por depressão, ansiedade, escolaridade, incômodo com o próprio corpo, medo relacionado a sexo, vergonha durante o ato sexual, masturbação e educação sexual; queixas de dor durante a relação sexual foram associadas à depressão, renda, escolaridade e educação sexual; por fim, fatores relevantes para a presença de DSF em geral foram depressão, ansiedade, escolaridade, incômodo com o próprio corpo, medo relacionado ao sexo, vergonha durante o ato sexual e educação sexual. Modelos de regressão foram utilizados para identificar as variáveis mais significantes para cada domínio da atividade sexaul. Com efeito, desejo sexual é inibido pela presença de depressão; o nível de excitação é negativamente impactado por depressão e pelo aumento da idade; a capacidade de atingir o orgasmo é reduzida pela baixa escolaridade, pela ansiedade e por medos relacionados ao sexo; e tanto dor durante o intercurso quanto DSF em geral estão diretamente ligadas à baixa escolaridade e à depressão. Conclui-se que inúmeras variáveis interferem na resposta sexual feminina, sendo depressão e ansiedade especialmente nocivas à função sexual. Ademais, enquanto depressão é mais prejudicial nas primeiras fases da resposta sexual (desejo e excitação), ansiedade influencia principalmente a fase de orgasmo. |
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