Carybé: uma construção da imagética do candomblé baiano

A presente dissertação trata da plástica de Carybé, especificamente em suas ilustrações e produções gráficas, no período compreendido entre 1950 e 1980. A pesquisa desenvolvida sobre essa temática considera a mitologia e a ritualística de origem negro-africana iorubá como uma das poéticas do artista...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Chaves, Marcelo Mendes
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-08012013-145340
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/93/93131/tde-08012013-145340/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Afro Brazilian art
Arte afro-brasileira
Candomblé
Carybé
Graphic production
Produção gráfica
Descripción
Sumario:A presente dissertação trata da plástica de Carybé, especificamente em suas ilustrações e produções gráficas, no período compreendido entre 1950 e 1980. A pesquisa desenvolvida sobre essa temática considera a mitologia e a ritualística de origem negro-africana iorubá como uma das poéticas do artista, aproxima sua imagética, em diferentes momentos, à manifestação do sistema religioso do candomblé Queto por uma maior visibilidade e inclusão social e procura pontuar os principais aspectos de sua construção a partir da segunda metade do século XIX. O estudo envolve a análise de quatro produções gráficas. Os trabalhos apresentados são: A Coleção Recôncavo (1951); Das Visitações da Bahia (1974); O Mural dos Orixás(1979); e Os Deuses Africanos no Candomblé da Bahia (1993). Inicialmente, por meio das três produções analisadas no primeiro capítulo, apresentamos o tema da pesquisa, tendo em vista a ressignificação religiosa. Com base na quarta produção, o segundo capítulo analisa a estética afro-brasileira e tem como principal teórico Mariano Carneiro da Cunha. O debate sobre a formação do candomblé Queto na Bahia amplia-se no terceiro capítulo e possibilita uma interlocução com a fotografia, literatura e música, destacando: Pierre Fatumbi Verger, Jorge Amado e Dorival Caymmi. Em uma abordagem da história da arte afro-brasileira e utilizando uma perspectiva da antropologia estética, procuramos compreender a produção de Carybé inserida na formação identitária do Brasil.