Má absorção de lactose em crianças e adolescentes : diagnóstico através do teste do hidrogênio expirado com o leite de vaca como substrato
Objetivo: determinar a prevalência de má absorção de lactose e sua associação com a cor da pele e com a idade em crianças e adolescentes de escolas públicas do município de Porto Alegre. Métodos: foi realizado um estudo transversal, que incluiu 225 indivíduos de 8 a 18 anos, alunos de duas escolas p...
| Autores: | , , , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2002 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/54623 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/54623 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Intolerância à lactose Testes respiratórios Prevalência Criança Adolescente Lactose malabsorption Cow milk Breath hydrogen test |
| Sumario: | Objetivo: determinar a prevalência de má absorção de lactose e sua associação com a cor da pele e com a idade em crianças e adolescentes de escolas públicas do município de Porto Alegre. Métodos: foi realizado um estudo transversal, que incluiu 225 indivíduos de 8 a 18 anos, alunos de duas escolas públicas do município de Porto Alegre. A seleção dos alunos ocorreu através de sorteio. Os participantes foram classificados segundo a cor da pele (brancos e não-brancos), e a faixa etária (8 a 12 e 13 a 18 anos). A má absorção de lactose foi diagnosticada através do teste do hidrogênio expirado após ingestão de 250ml de leite de vaca integral industrializado. O teste teve duração de 3 horas, com coletas em jejum e aos 60, 120 e 180 minutos após a ingestão do leite. Foi considerado como critério de positividade o aumento > 20 ppm na concentração de hidrogênio em relação ao nível basal. Resultados: foram estudados 225 alunos, com uma média e desvio-padrão de idade de 12,2 ± 2,0 anos. Cento e trinta e quatro indivíduos eram do sexo feminino (59,6%). Cento e cinqüenta e quatro alunos eram de cor branca (68,4%) e os restantes, de cor nãobranca. A má absorção de lactose foi evidenciada em 19/225 casos (8,4%). Ela foi diagnosticada em 8/154 alunos de cor branca (5,2%) e em 11/71 alunos de cor não-branca (15,5%) (p= 0,02). Em relação à faixa etária, ocorreram 15/143 casos de má absorção nos alunos entre 8 a 12 anos (10,5%), e 4/82 casos entre 13 e 18 anos (4,9%) (p= 0,227). Conclusões: a prevalência de má absorção de lactose encontrada em alunos de escolas públicas de Porto Alegre é significativa, especialmente se considerarmos que foram utilizadas doses fisiológicas do dissacarídeo (250 ml de leite) para o diagnóstico. A taxa de má absorção foi maior entre as crianças de cor não-branca em relação às crianças de cor branca, confirmando a influência racial na hipolactasia primária do tipo adulto. Não foi encontrada associação entre má absorção de lactose e faixa etária. |
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