NAS TRIPAS DO GALO: CORPOS LITERÁRIOS FEMININOS LATINO-AMERICANOS E MARCAS DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO EM TRÊS CONTOS DA ESCRITORA MARIA FERNANDA AMPUERO

Este artigo apresenta um estudo sobre as representações das marcas da violência simbólica, psicológica e física contra mulheres nas narrativas literárias latino-americanas cujo objetivo foi entender como as formas de opressão e brutalidade são ficcionalizadas na contemporaneidade através da escrita...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Rodrigues, Daiane de Moura, dos Prazeres, Lilian Lima Gonçalves, Silva, Helenice Farias de Brito
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Abusões
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/70975
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/abusoes/article/view/70975
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Literatura Latino-americana
Violência de gênero
Contos
Maria Fernanda Ampuero.
Descripción
Sumario:Este artigo apresenta um estudo sobre as representações das marcas da violência simbólica, psicológica e física contra mulheres nas narrativas literárias latino-americanas cujo objetivo foi entender como as formas de opressão e brutalidade são ficcionalizadas na contemporaneidade através da escrita insólita da equatoriana, Maria Fernanda Ampuero. Nessa perspectiva, o presente trabalho discute os contos “Leilão”, “Monstros” e “Luto” problematizando a violência contra as personagens femininas no livro Rinha de galo. Metodologicamente, trata-se de um estudo de caráter bibliográfico, a partir do qual desenvolvemos o conceito vulnerabilidade dos corpos femininos, que são expostos a outros e, portanto, à violência a partir das discussões teórico-literárias propostas por Heleieth Saffioti (2015), Silvia Federici (2017), Regina Dalcastagnè (2007), Josefina Ludmer (2007), Gayatri Spivak (2010), entre outras/outros. Nesses contos, o corpo feminino é representado por uma normalização perversa de gênero, sustentada pela tortura da vítima e reforçada pela naturalização das experiências de violências de várias gerações de mulheres que enfrentam agressões físicas ou psicológicas em situações cotidianas, em contextos patriarcais, logocêntricos e falocêntricos, que consideram o corpo feminino como propriedade privada do sexo masculino.