Uso não problemático de drogas ilícitas: um estudo sobre trajetórias de vida e estratégias para a gestão do consumo
O presente trabalho é o resultado de pesquisa que versa sobre o tema do consumo de drogas ilícitas, mais especificamente o seu uso não problemático, bem como sua relação com os estigmas sociais dele decorrentes. Embora a literatura sobre o assunto esteja em franco desenvolvimento em países como Port...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFJF |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/13301 |
| Acceso en línea: | https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2021/00176 https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13301 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS Drogas ilícitas Estigmas Consumo não problemático Trajetórias e carreiras Illegal drugs Stigmas Non problematic consumption Trajectories and careers |
| Sumario: | O presente trabalho é o resultado de pesquisa que versa sobre o tema do consumo de drogas ilícitas, mais especificamente o seu uso não problemático, bem como sua relação com os estigmas sociais dele decorrentes. Embora a literatura sobre o assunto esteja em franco desenvolvimento em países como Portugal, Espanha, Reino Unido, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Holanda, o Brasil ainda carece de estudos sobre essa temática. Sendo assim, o objetivo geral da pesquisa é compreender as “trajetórias” (DUBAR, 1998) e/ou “carreiras” (KOKOREFF, 2005) de consumidores de drogas ilícitas, como a maconha (Cannabis Sativa Lineu), que se enquadram no perfil de usuários considerados “não problemáticos” (CRUZ, 2011), a fim de identificar que aspectos de suas histórias de vida (BECKER, 1994; PONTES FRAGA, 2010) são determinantes para tal. A pesquisa busca, ainda, contribuir para a discussão teórica sobre os fatores associados aos processos de criminalização e controle do consumo dessas substâncias, de rotulação e estigmatização (BECKER, 2008; GOFFMAN, 2013) de seus usuários como desviantes, tomando como categorias analíticas os conceitos de “biopolítica”, “controle dos corpos” e “gestão diferencial dos ilegalismos” de Foucault (1999; 2008). Nesse sentido, o caminho metodológico escolhido apresentou duas etapas: 1) a revisão bibliográfica da literatura sobre o tema e 2) a aplicação da técnica de amostragem não probabilística, conhecida como “bola de neve” ou “snowball sampling” (BEAUD, 2009), para identificação dos sujeitos da pesquisa, com a posterior realização de entrevistas semiestruturadas (LAVILLE; DIONNE, 1999) e em profundidade (POUPART, 2010) para traçar as suas trajetórias biográficas (DUBAR, 1998), a partir da técnica da análise de conteúdo do discurso (BARDIN, 2004; SABOURIN, 2009). A análise das entrevistas confirmou nossa hipótese de que os consumidores de drogas ilícitas, principalmente a Cannabis, que se enquadram na categoria de “usuários não problemáticos” são aqueles que vivem em um contexto sociocultural e econômico especifico que lhes permite adaptar ou gerir seu próprio comportamento, a fim de evitarem prejuízos à saúde e às suas relações pessoais e profissionais, bem como burlarem processos de controle social formal e informal que podem impor estigmas e rótulos discriminatórios |
|---|