Ausência de rituais fúnebres e suas repercussões na experiência de luto

Este trabalho tem como objetivo investigar as possíveis repercussões da ausência de sepultamento na experiência de luto. Para tanto, adotamos a perspectiva da fenomenologia-hermenêutica, buscando nos aproximar da expressão desse fenômeno em seu caráter mais originário. O percurso da pesquisa está es...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: França, Jaynete de Sousa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/21567
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/21567
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fenomenologia
Ausência de rituais fúnebres
Luto
Psicopatologia
Phenomenology
Absence of funeral rituals
Grief
Psychopathology
CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Descripción
Sumario:Este trabalho tem como objetivo investigar as possíveis repercussões da ausência de sepultamento na experiência de luto. Para tanto, adotamos a perspectiva da fenomenologia-hermenêutica, buscando nos aproximar da expressão desse fenômeno em seu caráter mais originário. O percurso da pesquisa está estruturado em três etapas: inicialmente, realizamos uma revisão narrativa da literatura, abordando a ausência de rituais fúnebres e analisando detidamente os estudos sobre a temática da morte e do luto, elementos indispensáveis para compreender o fenômeno na contemporaneidade. Em seguida, recorremos aos gregos antigos para analisar esse fenômeno através da tragédia sofocleana Antígona e do poema épico Ilíada, nos permitindo salientar o caráter epocal presente nas repercussões desse fenômeno. Por fim, ao nos aproximarmos dos relatos de experiência de pessoas enlutadas, especialmente durante a recente pandemia COVID-19, pudemos apreender esse fenômeno em seu caráter epocal, manifestado nas expressões singulares dessas pessoas. Considerando os elementos discutidos ao longo desta pesquisa, tecemos uma reflexão crítica sobre a abordagem presente nas atuais conjecturas sobre a ausência de rituais fúnebres. Observamos incongruências e limitações nessas abordagens, que tendem a preconizar teorias generalizantes e até mesmo psicopatologizantes sobre esse fenômeno intrínseco à existência humana e, portanto, imponderável.