Brasil e China: os dois impérios do meio

O objetivo desta dissertação é discorrer sobre a posição da China e do Brasil no sistema-mundo, com especial atenção para alguns efeitos da ascensão chinesa no sistema e no Brasil em particular. A análise do sistema-mundo é tomada como ponto de partida, em seu pressuposto de que a mobilidade de qual...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Alves, Vilson D'Santana
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/21300
Acceso en línea:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/21300
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Relações Internacionais, Bilaterais e Multilaterais
China
Brasil
Sistema-mundo
Mobilidade
Semiperiferia
Descripción
Sumario:O objetivo desta dissertação é discorrer sobre a posição da China e do Brasil no sistema-mundo, com especial atenção para alguns efeitos da ascensão chinesa no sistema e no Brasil em particular. A análise do sistema-mundo é tomada como ponto de partida, em seu pressuposto de que a mobilidade de qualquer Estado insere-se no desenvolvimento histórico e sistêmico como um todo. São formulados os conceitos de comando político e econômico relativo como formas de apreciar as variáveis que projetam a posição hierárquica de um país na tanto na economia-mundo como no sistema interestatal, as duas arenas de atuação de uma mesma lógica de acumulação capitalista. Ao se identificar o Brasil e a China na semiperiferia do sistema-mundo reforça-se a necessidade de elucidar as limitações históricas enfrentadas por cada um e o papel do Estado na execução de estratégias para superá-las. Entendendo que nenhum país escreve sua história de maneira dissociada do desenvolvimento do sistema, a pesquisa revela a análise, em última instância, do desenvolvimento recente da semiperiferia: como a posição no meio da hierarquia impacta as pretensões desses dois países em tornarem-se centrais. A ascensão chinesa impõe desafios à organização da ordem internacional por influenciar na formação de novos fluxos de excedentes, que geram pressões competitivas sobre países tanto da periferia como do centro.