Lignina em resinas fenólicas do tipo resol

A lignina pode ser recuperada do bagaço de cana-de-açúcar, um subproduto muito abundante no Brasil proveniente das usinas açucareiras. Na literatura, diversos trabalhos descrevem o uso de ligninas em resinas fenólicas, embora normalmente apenas a aplicação como adesivo seja considerada. Este trabalh...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pimenta, Maria Josumitra Abreu
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1995
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-30102025-123303
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-30102025-123303/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:lignin
lignina
phenolic resins
resinas fenólicas
resol
Descripción
Sumario:A lignina pode ser recuperada do bagaço de cana-de-açúcar, um subproduto muito abundante no Brasil proveniente das usinas açucareiras. Na literatura, diversos trabalhos descrevem o uso de ligninas em resinas fenólicas, embora normalmente apenas a aplicação como adesivo seja considerada. Este trabalho faz parte de um estudo que busca outras aplicações para resinas fenol-lignina-formaldeído, como, por exemplo, em materiais expandidos. Neste estudo, a síntese do polímero e as características das resinas não expandidas serão analisadas. A lignina hidroxi-metilada substitui parcialmente o fenol (10, 20 e 30% em massa) no pré-polímero, obtido pela mistura de ambos com formaldeído e KOH (1:1,38:0,06 em massa). A reação de cura ocorreu em um molde contendo o pré-polímero, resorcinol, silicone e ácido fenolsulfônico (100:1:2:10 em massa). Os resultados da Análise Termogravimétrica (TGA Thermogravimetric Analysis) indicam, para todas as amostras curadas, que a máxima perda de massa ocorre entre 400°C e 500°C, correspondendo provavelmente a um estágio de degradação. Os termogramas da Calorimetria Diferencial de Varredura (DSC Differential Scanning Calorimetry) mostram um pico endotérmico em aproximadamente 120°C, possivelmente relacionado à volatilização de pequenas moléculas retidas durante o processo de cura, assim como a um segundo estágio de cura que ocorre através de um caminho endotérmico, observado também em torno de 300°C. Os valores de Tg obtidos pelos termogramas da Análise Térmica Dinâmico-Mecânica (DMTA Dynamic Mechanical Thermal Analysis) foram 105°C, 95°C, 107°C e 168°C para 0, 10, 20 e 30% de substituição do fenol por lignina, respectivamente. Esses dados indicam que somente para a substituição de 30% a presença de lignina dificulta os movimentos dos segmentos da cadeia, aumentando a temperatura de transição vítrea. Os resultados da Microscopia Eletrônica de Varredura indicam que, quando o fenol é substituído por lignina, as resinas obtidas apresentam uma aparência mais homogênea. A condutividade térmica permanece aproximadamente constante mesmo com a substituição de até 30% de fenol por lignina.