Avaliação de preditores de mortalidade e eventos coronarianos nos pacientes em diálise peritoneal

Introdução: Pacientes com doença renal crônica (DRC) representam um grande problema de saúde pública, com alta incidência e custo. Nesse grupo, a mortalidade geral é cerca de 20% ao ano, principalmente cardiovascular. Dentre os fatores de risco cardiovasculares, está a calcificação vascular, avaliad...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silveira, Caroline Ferreira da Silva Mazeto Pupo da [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/251205
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/251205
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Diálise peritoneal
Ecocardiograma
Escore de cálcio das artérias coronárias
Preditores
Mortalidade cardiovascular
Peritoneal dialysis
Echocardiogram
Coronary artery calcium escore
Predictors
Cardiovascular mortality
Descripción
Sumario:Introdução: Pacientes com doença renal crônica (DRC) representam um grande problema de saúde pública, com alta incidência e custo. Nesse grupo, a mortalidade geral é cerca de 20% ao ano, principalmente cardiovascular. Dentre os fatores de risco cardiovasculares, está a calcificação vascular, avaliada por meio do escore de cálcio das artérias coronárias (CAC). Não é, porém, de fácil acesso. Na DRC em terapia renal substitutiva, o tamanho do átrio esquerdo (AE) ao ecocardiograma foi associado à ocorrência de isquemia silenciosa. Na literatura existem poucas evidências relacionando o tamanho do AE com o CAC ou com eventos cardiovasculares e mortalidade, principalmente na diálise peritoneal (DP). Objetivos: Avaliar preditores de mortalidade e eventos cardiovasculares nos pacientes em DP, com enfoque na sensibilidade e especificidade de variáveis ecocardiográficas quando comparadas ao método de CAC e verificar a relação entre o tamanho de AE ao ecocardiograma e outras variáveis analisadas. Métodos: Estudo de coorte, em pacientes com DRC em DP na Unidade de Diálise do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP. Foram avaliados dados demográficos e clínicos, análise bioquímica, cálculo do Kt/V peritoneal semanal e função renal residual, CAC, avaliação Doppler-ecocardiográfica, avaliação ultrassonográfica das artérias carótidas, avaliação da rigidez arterial e avaliação do estado de hidratação. Resultados: Foram avaliados 44 pacientes captados entre março de 2018 e agosto de 2019, com média de idade de 53,6 ± 13,9 anos e tempo médio de seguimento de 38,18 ± 12,95 meses, sendo alocados segundo ocorrência de eventos maiores nos grupos: EVENTO (n=25) e LIVRE (n=19). A avaliação do volume do AE indexado apresentou diferença significante, firmando-se como preditor para eventos cardiovasculares (p=0,005, RR: 10,975) e com valor para predição de desfechos inferior ao da diretriz atual (29,97mL/m2). Comparando os grupos quanto ao volume de átrio esquerdo indexado, utilizando dois valores de corte (34 e 29,97 mL/m2), notou-se que um maior átrio esquerdo esteve relacionado a disfunção diastólica, maior volemia e rigidez arterial. Conclusão: O volume do AE indexado aferido ao ecocardiograma atua como preditor para desfechos cardiovasculares e mortalidade geral. Assim, o ecocardiograma mostrou-se ferramenta útil para o melhor seguimento desses pacientes e otimização de tratamento clínico, a fim de reduzir desfechos desfavoráveis.