As relações diplomático - estratégicas entre Brasil, Portugal e EUA durante a 2ª Guerra Mundial no contexto geopolítico do Atlântico Sul
Os eventos relacionados à 2ª Guerra Mundial tiveram um impacto significativo nas relações regionais e transatlânticas entre Brasil, Portugal e EUA, países aos quais foram oferecidas oportunidades de projeção estratégica e influência no Atlântico Sul, improváveis em outros contextos históricos. Estud...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/24986 |
| Acceso en línea: | http://app.uff.br/riuff/handle/1/24986 http://dx.doi.org/10.22409/PPGEST.2021.m.08663182759 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | 2ª Guerra Mundial Estratégia Geopolítica Diplomacia Guerra fria Segunda Guerra Mundial Guerra Fria 2nd World War Strategy Geopolitics Diplomacy Cold War |
| Sumario: | Os eventos relacionados à 2ª Guerra Mundial tiveram um impacto significativo nas relações regionais e transatlânticas entre Brasil, Portugal e EUA, países aos quais foram oferecidas oportunidades de projeção estratégica e influência no Atlântico Sul, improváveis em outros contextos históricos. Estudos sobre o papel do Brasil no entorno estratégico sul-atlântico não faltam, mas há lacunas na análise simultânea da relação do País com Portugal e EUA ao longo do conflito bélico, episódio que o presente estudo considera crucial para a compreensão da nova centralidade geopolítica e geoestratégica adquirida pelo referido espaço, da ressiginificação das posições estratégicas ocupadas pelos países analisados, da interconexão com outros atores estatais – especialmente os localizados na costa ocidental da África – e da real capacidade de inserção estratégica brasileira no Atlântico Sul durante a Guerra Fria. A indagação principal que orientou a pesquisa em tela consistiu em saber por que a estratégia brasileira se mostrou infensa à projeção atlântica no período analisado. Esse questionamento demandou a análise da mecânica diplomático-estratégica havida entre o Brasil e os outros dois países que reputamos cruciais para o perfeito entendimento da hipótese. O referencial teórico adotado se funda na teoria realista estrutural das relações internacionais, que vê o Estado como ator predominante no sistema internacional. Os conceitos discutidos ao longo da dissertação demandaram a interação de fatores internos dos Estados em análise com as influências sistêmicas estabelecidas no cenário internacional. Essa necessidade ensejou a adoção de uma linha evolutiva do realismo, por meio de uma refinada análise estrutural do poder dos Estados em questão, sob a ótica do grau de suas flutuações, da movimentação ofensivo-defensiva tecida entre eles e da acumulação dos vários recursos de que dispunham. A metodologia desenvolvida na pesquisa resultou na combinação de três métodos, a comparação controlada, os procedimentos de congruência e o método Delphi, como forma de sopesar o enfoque na estrutura internacional com os fatores conjunturais de política doméstica dos países analisados. A conclusão da pesquisa resultou em favor da retração estratégica brasileira no espaço sul-atlântico durante a Guerra Fria, fruto da integração silenciosa ao sistema mundial de poder, da perspectiva geoestratégica continental sul-americana, e da ausência de projeção naval eficaz. |
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