Caracterização fenotípica e genotípica de estirpes de Staphylococcus pseudintermedius

Staphylococcus pseudintermedius é um microrganismo comensal de cães que se comporta como patógeno oportunista, sendo frequentemente isolado de casos de dermatite, piodermite, otite externa e infecções do trato urinário. O presente estudo teve como objetivos caracterizar fenotípica e genotipicamente...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Victor, Reinaldo Augusto Ferreira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18092025-122104
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-18092025-122104/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Staphylococcus pseudintermedius
Antimicrobial resistance
Cães
Dermatite
Dermatitis
Dogs
Resistência aos antimicrobianos
Virulence
Virulência
Descripción
Sumario:Staphylococcus pseudintermedius é um microrganismo comensal de cães que se comporta como patógeno oportunista, sendo frequentemente isolado de casos de dermatite, piodermite, otite externa e infecções do trato urinário. O presente estudo teve como objetivos caracterizar fenotípica e genotipicamente estirpes de S. pseudintermedius isoladas de cães com dermatite, quanto à presença de genes de virulência e do gene mecA, associado à resistência a beta-lactâmicos, bem como determinar o perfil de resistência a um painel de antimicrobianos pela técnica de microdiluição em caldo. Foram analisadas 199 estirpes de S. pseudintermedius isoladas de 23 cães com sinais clínicos de dermatite. As amostras foram coletadas a partir de três sítios e em dois momentos distintos (D1 e D35), demonstrando alta prevalência dos genes de virulência icaA, icaD, lukF, lukS, siet e speta (100%). Genes relacionados à toxina esfoliativa (expA, expB) foram detectados em menor frequência. As taxas de resistência foram elevadas para antimicrobianos ampicilina, penicilina, marbofloxacino, enrofloxacino, azitromicina e clindamicina. A identificação de estirpes positivas para o gene mecA e resistentes à oxacilina confirmaram a presença de estirpes MRSP, destacando o risco terapêutico e epidemiológico associado ao agente. Esses achados ressaltam a importância do monitoramento contínuo e do uso racional de antimicrobianos na prática clínica veterinária.