Coronelismo: um referente anacrônico no espaço organizacional brasileiro contemporâneo?
A partir de Coronelismo, Enxada e Voto, de Victor Nunes Leal (1949) – obra clássica interpretativa do Brasil –, o referente coronelismo vem sendo estudado como uma manifestação singular de poder/autoridade do espaço organizacional brasileiro. Para alguns, entretanto, esse referente se apresenta como...
| Autores: | , , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Organizações & Sociedade (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.periodicos.ufba.br:article/11159 |
| Acceso en línea: | https://periodicos.ufba.br/index.php/revistaoes/article/view/11159 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | administração brasileira Coronelismo mandonismo. |
| Sumario: | A partir de Coronelismo, Enxada e Voto, de Victor Nunes Leal (1949) – obra clássica interpretativa do Brasil –, o referente coronelismo vem sendo estudado como uma manifestação singular de poder/autoridade do espaço organizacional brasileiro. Para alguns, entretanto, esse referente se apresenta como uma forma histórica datada de mandonismo, característica do cenário político brasileiro da República Velha. Neste ensaio analisamos a pertinência ou não-pertinência da sobrevivência desse referente no espaço organizacional do Brasil atual. A reflexão aqui formulada postula que o coronelismo tem sobrevivido historicamente no ambiente brasileiro, quer no seu significante transformado coronelismo eletrônico como, ainda, sob outras formas de manifestação. A análise ora proposta revela que as semioses desses referentes linguísticos apresentam os traços semiológicos semelhantes. Como conclusão, postula-se que o referente genérico coronelismo, ao sofrer re-significações ao longo da História, tem-se mantido como forma viva e singular de mandonismo da cultura política organizacional no Brasil. |
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