Caracterização espacial e evolução temporal do uso e ocupação da Bacia Hidrográfica e da Pesca no complexo estuarino do Rio Formoso
Esta dissertação analisa a evolução do uso e ocupação do solo na Bacia Hidrográfica do Estuário do Rio Formoso (BHERF) e a pesca artesanal de camboa, praticada no Complexo Estuarino do Rio Formoso, no litoral sul de Pernambuco, ao longo de três décadas (1990-2022). A partir de uma abordagem baseada...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/64119 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64119 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Pesca artesanal Camboa Bacia hidrográfica Uso e ocupação do solo RESEX do Rio Formoso (PE) |
| Sumario: | Esta dissertação analisa a evolução do uso e ocupação do solo na Bacia Hidrográfica do Estuário do Rio Formoso (BHERF) e a pesca artesanal de camboa, praticada no Complexo Estuarino do Rio Formoso, no litoral sul de Pernambuco, ao longo de três décadas (1990-2022). A partir de uma abordagem baseada na paisagem, o estudo quantificou as mudanças no uso e cobertura do solo, avaliando os fatores ambientais, espaciais e antrópicos que influenciam a atividade pesqueira. Além disso, foram analisados dados de monitoramento da pesca de camboa, uma das principais artes empregadas no estuário, no período de 2000 a 2023. A análise incluiu variáveis como esforço de pesca, captura e Captura por Unidade de Esforço (CPUE), permitindo compreender a dinâmica dessa atividade ao longo do tempo. A BHERF, com 175,25 km², abrange a Área de Proteção Ambiental de Guadalupe (APAG) e inclui os municípios de Sirinhaém, Tamandaré, Barreiros e Rio Formoso. A análise revelou transformações significativas na paisagem, como o aumento de áreas urbanas (de <1% para 5,3%) e pastagens (de 2,42% para 5,95%), impulsionadas pelo crescimento do turismo e da agropecuária. Em contraste, áreas de floresta aumentaram (de 9,14% para 15,35%), indicando recuperação vegetal, enquanto corpos d’água diminuíram (de 7,5% para 5,8%), possivelmente devido ao assoreamento. A pesca de camboa, arte tradicional que utiliza redes fixas no manguezal, foi monitorada em 71 pontos, com 345 desembarques registrados, no período de 2000 a 2023, e identificando 71 pontos tradicionais de pesca. A camboa é uma arte de pesca tradicional semi-fixa, instalada ao longo dos manguezais ou atravessando canais, operando conforme o regime de meso-marés. O tamanho das redes variou de 115 a 3.000 metros, e as capturas oscilaram entre 2 e 190 kg, totalizando 14.762 kg. O Rio dos Passos apresentou os maiores esforços e capturas, enquanto o Rio Formoso teve a maior eficiência (CPUE). As regressões lineares indicaram uma correlação positiva significativa entre captura e esforço (R² = 0,5785–0,7139), especialmente nos rios Ariquindá e dos Passos. Os testes de Kruskal-Wallis evidenciaram diferenças significativas nas CPUEs entre estações, blocos amostrais e tipos de armação das camboas (p < 0,05). O teste de Mann-Whitney confirmou que a CPUE foi maior na estação seca do Rio Formoso (0,052) e menor na estação chuvosa do Rio Ariquindá (0,035), com diferenças estatísticas entre estações e blocos amostrais (p < 0,05). Os Modelos Aditivos Generalizados (GAMs) mostraram influências ambientais e operacionais na CPUE. Na camboa "Gorcana" (RF, N=26), a CPUE reduziu significativamente no Bloco 4 em relação ao bloco de referência (p < 0,05). Na camboa "Porto Alegre" (RA, N=51), a fase minguante da lua teve efeito positivo sobre a CPUE (coeficiente = 0,57636; p < 0,05), enquanto o tamanho da rede apresentou relação negativa (p < 0,005). Na camboa "As Cobra" (Passos, N=31), apenas a amplitude de maré foi significativa (p < 0,05), com efeitos não lineares sugerindo maior eficiência de captura em marés intermediárias. Este estudo foi pioneiro na caracterização da BHERF e na análise das mudanças no uso e ocupação do solo na região, destacando a necessidade de políticas de manejo adaptadas às dinâmicas locais, com atenção ao controle do esforço pesqueiro em áreas sensíveis. A gestão integrada do território é essencial para a conservação dos recursos pesqueiros e para o fortalecimento das comunidades tradicionais. |
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