Conidiobolomicose, artrite encefalite caprina e coccidiose em pequenos ruminantes no Semiárido Brasileiro.
Realizou-se estudos clínicos-epidemiológicos das enfermidades conidiobolomicose dos ovinos, artrite encefalite caprina e eimeriose dos caprinos com o objetivo de contribuir com a determinação de fatores de risco e colaborar com a instituição de estratégias de controle eficazes para estas. Para compr...
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/25475 |
| Acesso em linha: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/25475 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Conidiobolomicose caprina Artrite encefalite caprina Caprinos - conidiobolomicose Caprinos - artrite encefalite Coccidiose - pequenos ruminantes Pequenos ruminantes - coccidiose Lentiviroses Eimeriose Entomoftoromicose Epidemiologia Veterinária Caprine conidiobolomycosis Caprine arthritis encephalitis Goats - conidiobolomycosis Goats - arthritis encephalitis Coccidiosis - small ruminants Small ruminants - coccidiosis Lentiviruses Eimeriosis Entomophthoromycosis Veterinary Epidemiology Medicina Veterinária |
| Resumo: | Realizou-se estudos clínicos-epidemiológicos das enfermidades conidiobolomicose dos ovinos, artrite encefalite caprina e eimeriose dos caprinos com o objetivo de contribuir com a determinação de fatores de risco e colaborar com a instituição de estratégias de controle eficazes para estas. Para compreender os aspectos epidemiológicos da conidiobolomicose foi realizado um estudo caso-controle em propriedades nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, sendo analisados 23 focos da enfermidade. Os fatores de risco identificados foram: pastejo em margens de açudes, pastejo por tempo prolongado; presença de matéria vegetal nas margens e maior pressão de pastejo. Com esse trabalho concluiu-se que a associação de fatores como pastejo constante em áreas úmidas com matéria vegetal decomposta e solo rico em matéria orgânica expõe os animais à infecção por Conidiobolus spp. e predispõe à ocorrência de focos. Apresentou-se um caso da forma neurológica da CAE em um rebanho com alta prevalência do vírus no Estado da Paraíba, destacando os aspectos epidemiológicos relacionados a enfermidade e as principais dificuldades encontradas pelos produtores em relação a implantação de um programa de controle da doença. Um caprino da raça Saanen, foi encaminhado ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande, por apresentar sinais clínicos de incoordenação motora há sete dias. Exames laboratoriais, sorológicos e necropsia determinaram o diagnóstico da forma neurológica da CAE. A partir deste diagnóstico, foram realizadas visitas a propriedades onde foram obtidas informações sobre o sistema de criação, manejo alimentar e sanitário. Todos os animais do rebanho foram submetidos a exame clínico e sorológicos para CAE, utilizando a técnica de imunodifusão em gel de ágar, em dois momentos. O sinal clínico predominante no animal com sinais neurológicos foi a ataxia no membros pélvico. Na necropsia foi observada uma pneumonia intersticial, no cordão espinhal e no encéfalo havia infiltrado inflamatório linfohistiocitário e áreas de desmielinização. No primeiro exame 60% (45/75) dos animais foram soropositivos, dentre eles 26,6% (12/45) tinham sinais de artrite. Foi possível observar uma taxa de incidência de 19,69% (13/66). Além da confirmação de um caso da leucoencefalomielite, considerada uma forma mais rara da CAE, esse trabalho permitiu identificar as principais dificuldades dos produtores em instituir medidas de controle recomendadas. No experimento referente a dinâmica da infecção por Eimeria spp. em diferentes regimes de criação e o efeito da infecção no desempenho dos cabritos foram formados dois grupos experimentais, sendo grupo 1 (sistema extensivo) e 2 (sistema intensivo). Exames parasitológicos e pesagens dos animais foram realizados durante 12 semanas. No grupo 1 1, na sétima e décima semana houve correlação negativa entre OPG e ganho de peso. No grupo 2 na semana de menor ganho de peso foi identificada maior eliminação de oocistos. A infecção por Eimeria spp. ocorreu e todos os animais dos rebanhos, porém não foram observados sinais clínicos. A maior média de excreção no grupo 2 demonstra que nos sistemas intensivos os animais estão mais expostos à contaminação. Para minimizar a ocorrência da enfermidade deve-se evitar estresses associados a alta densidade animal, alimentação de baixa qualidade e falha na higienização das instalações. |
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