Da cegueira induzida à visibilidade encenada : uma poética pautada por transições da visualidade

Esta pesquisa tem como ponto de partida a reflexão sobre a cegueira, inicialmente atrelada ao desenho e, mais especificamente, ao desenho de contorno cego. Ao assumir como ponto de partida a premissa de que todo o desenho é cego, esta tese se desenvolve em iniciativas de explorar a visibilidade a pa...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Kupstaitis, Bethielle Amaral
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/217868
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/217868
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cegueira : Arte
Desenho
Sombra e luz : Arte
Blindness
Drawing
Blind drawing
Seeing
Not seeing
Shadow
Descripción
Sumario:Esta pesquisa tem como ponto de partida a reflexão sobre a cegueira, inicialmente atrelada ao desenho e, mais especificamente, ao desenho de contorno cego. Ao assumir como ponto de partida a premissa de que todo o desenho é cego, esta tese se desenvolve em iniciativas de explorar a visibilidade a partir do seu contraponto, o não-ver. De início, os registros realizados a partir da cegueira induzida, de olhos fechados ou vendados, contempla a reflexão em torno da relação temporal do desenho submetido à cegueira. Estabeleceu-se três etapas do olhar em transição: olhos fechados, entreabertos e olhos abertos, as mesmas etapas que ordenaram a sequência dos capítulos. A segunda etapa, olhos entreabertos, é uma analogia que aborda processos de criação que impedem de ver e controlar o que acontece no momento da prática artística. Através do processo de transferência de imagem fotográfica, explora-se a potência da memória a partir do desenho preto sobre papel preto, cuja restrição de visibilidade oferece a experiência da cegueira parcial sob outro prisma da qual o desenho foi realizado. De olhos abertos, a última etapa da tese foi desdobrada das práticas de contenção da visibilidade anteriores e desenvolveu-se pelo entrelaçamento das habilidades hápticas e óticas para formular, a partir de operações poéticas, uma cegueira como teoria. A ideia de uma cegueira vidente percorre outras linguagens artísticas além do desenho, como a fotografia e a apropriação de objetos, para explorá-la como uma prática, sobretudo, de encenação manual. Propõe-se ter na cegueira uma estratégia de recriação da realidade como forma de resistência das coisas que tendem a desaparecer de vista.