Potencial de peptidases extraídas do látex da Calotropis procera como agente imunoterápico contra Salmonella ssp

Proteases isoladas do látex da planta medicinal de Calotropis procera têm sido investigadas em diferentes modelos de inflamação. Considerando estudos anteriores que indicaram propriedades anti-inflamatórias de uma mistura de proteases chamada LPp2, neste trabalho, uma mistura de proteases denominada...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: SOUZA, Juliana Kelly Urtigas de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2:tede2/9651
Acceso en línea:http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9651
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Calotropis procera
Látex
Enzimas proteolíticas
Ação anti-inflamatória
Salmonella typhimurium
CIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIA
Descripción
Sumario:Proteases isoladas do látex da planta medicinal de Calotropis procera têm sido investigadas em diferentes modelos de inflamação. Considerando estudos anteriores que indicaram propriedades anti-inflamatórias de uma mistura de proteases chamada LPp2, neste trabalho, uma mistura de proteases denominada LPp3, ainda pouco estudada, foi investigada em um modelo de salmonelose experimental. Em um dos modelos utilizados de infecção, culturas de macrófagos foram expostas a diferentes concentrações de LPp3 e infectadas com Salmonella enterica Sor. Typhimurium. No modelo de infecção in vivo, camundongos Swiss foram infectados, via intraperitoneal, com S. Typhimurium e, a seguir, tratados (via endovenosa) com LPp3. Os resultados mostraram que LPp3 não possui ação antibacteriana direta contra Salmonella in vitro e foi incapaz de aumentar a viabilidade celular de macrófagos infectados. Nos ensaios in vivo, após 6 h de infecção, os animais tratados com LPp3 (10 mg/kg) tiveram uma maior carga bacteriana no baço e fígado em relação aos grupos controles não tratados (PBS) ou administrados com Dexametasona. Os tratamentos com LPp3 (1,5 e 10 mg/kg) inibiram o recrutamento de leucócitos para o sítio infeccioso após o inóculo de Salmonella, na cavidade peritoneal. Contudo, os níveis de expressão gênica de citocinas inflamatórias medidos no baço, tais como, TNF-alfa e IL1-beta estavam significativamente aumentados nos animais tratados com 10 mg/kg em relação aos animais infectados e não tratados. Concluiu-se que LPp3, assim como já demonstrado para LPp2, rica em enzimas proteolíticas, exibe forte ação anti-inflamatória, o que poderia explicar a menor eliminação de bactérias em dosagens mais elevadas.