“Ninguém nasce pra sobreviver, a gente nasce pra viver”: de estereótipos estigmatizantes para o “eu travesti, mulher transexual”.

Esta dissertação apresenta um paralelo/confronto entre as matérias reproduzidas pelo Jornal da Paraíba acerca de pessoas travestis na década de 1990, apontando-as como “prostitutas”, “criminosas” e “aidéticas”, e os lugares de fala de travestis e mulheres transexuais em dias atuais. Ou seja, traçamo...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: SILVA, Kaline Leandra Barbosa da.
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/31436
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/31436
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Jornal da Paraíba
Travesti
Mulher transexual
Newspaper of Paraiba
Transvestite
Transgender woman
Periódico de Paraíba
Travestido
Mujer transgénero
Journal de Paraiba
Femme transgenre
História.
Descripción
Sumario:Esta dissertação apresenta um paralelo/confronto entre as matérias reproduzidas pelo Jornal da Paraíba acerca de pessoas travestis na década de 1990, apontando-as como “prostitutas”, “criminosas” e “aidéticas”, e os lugares de fala de travestis e mulheres transexuais em dias atuais. Ou seja, traçamos semelhanças e divergências, continuidades e descontinuidades entre o passado e o presente. A partir de um total de oito matérias cuidadosamente escolhidas e oito entrevistas realizadas com colaboradoras residentes nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Bayeux (o que nos permite concluir que o recorte espacial da pesquisa em questão volta-se ao território paraibano), buscamos compreender os “arrumadinhos” estratégicos entranhados na ordem discursiva em exercício e as consequências destes na vida de pessoas Trans. Para tanto, nos apropriamos da metodologia de uma análise do discurso, com base nas ideias propostas por Michel Foucault (1996). Por se tratar de uma pesquisa que une fonte impressa e oral (esta última voltada à vertente da história oral temática), priorizamos o uso de conceitos e categorias caras a discussão. Intencionando um maior aprofundamento sobre estas questões, dialogamos com autoras travestis e mulheres transexuais, como Moira (2017 – 2018), Favero (2020), Marilac (2020), Oliveira (2020), Odara (2020) e Nascimento (2021), além de duas de nossas entrevistadas. Ademais, também nos apoiamos em autoras (es) como Butler (2016), Bento (2017), Ribeiro (2019), Mbembe (2016); entre outras (os).