Avaliação dos fatores de risco para morbimortalidade após cirurgia abdominal em pacientes oncológicos
Introdução: Os pacientes oncológicos, frequentemente, apresentam complicações graves após cirurgia abdominal. No entanto, existem poucos dados sobre fatores preditores de morbimortalidade neste grupo. O objetivo deste estudo foi identificar fatores preditores de complicações graves e óbitos após cir...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-25022015-093520 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5152/tde-25022015-093520/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cirurgia geral Complicações pós-operatórias Fatores de risco General surgery Intensive care Mortalidade Mortality Neoplasia Neoplasms, Risk factors Postoperative complications Terapia intensiva |
| Sumario: | Introdução: Os pacientes oncológicos, frequentemente, apresentam complicações graves após cirurgia abdominal. No entanto, existem poucos dados sobre fatores preditores de morbimortalidade neste grupo. O objetivo deste estudo foi identificar fatores preditores de complicações graves e óbitos após cirurgia abdominal em pacientes oncológicos. Métodos: Após aprovação pela comissão de ética institucional, 308 pacientes com câncer submetidos a cirurgias abdominais foram avaliados durante 30 dias de pós-operatório quanto à mortalidade ou a complicações infecciosas, cardiovasculares, respiratórias, neurológicas, renais e cirúrgicas. Também foram avaliados o tempo de internação hospitalar e em unidade de terapia intensiva. Foi realizada análise univariada e multivariada com bootstrap para identificação dos fatores independentes preditores de risco. Resultados: De 308 pacientes operados, 106 pacientes (34,4%) desenvolveram complicações graves durante o período de acompanhamento, sendo que 7 (2,27%) evoluíram para óbito. Em um modelo de regressão logística, os fatores idade (odds ratio [OR] 1.03 IC 95% 1.01-1.06], p = 0.012), estado físico da Sociedade Americana de Anestesiologistas >= 3 (OR 2.61 [IC 95% 1.33-5.17], p = 0.003), hemoglobina pré-operatória inferior a 12 g/dL (OR 2.13 [IC 95% 1.21-4.07], p = 0.014), uso de coloides intra-operatórios (OR 1.89, [IC 95% 1.03-4.07], p = 0.047), volume total de fluidos intra-operatórios (OR 1.22 [IC 95% 0.98-1.59], p = 0.106 por litro), sangramento cirúrgico superior a 500 mL (2.07 [IC 95% 1.00-4.31], p = 0.043) e o uso de vasopressores contínuos no intra-operatório (OR 4.68 [IC 95% 1.55-27.72], p = 0.004) foram identificados como fatores de risco independentes. Conclusões: Os resultados sugerem que estratégia perioperatória baseada no tratamento da anemia pré-operatória, técnica cirúrgica hemostática, uso conservador de hemoderivados, reposição cautelosa de fluidos e prevenção do uso de coloides podem reduzir as complicações pós-operatórias em pacientes com câncer submetidos a cirurgia abdominal. Estes fatores de risco apontados podem ser úteis para futuros estudos com a aplicação de estratégias préoperatórias para otimização dos desfechos |
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