A qualidade e os determinantes do comércio intra-industrial do Brasil com países da OCDE

Com o crescente comércio intra-industrial entre os países, a qualidade dos produtos exportados por um país se tornou algo crucial para desenvolver o comércio e proporcionar aumento nas divisas, pois produtos de maior qualidade costumam atrair mais compradores e são vendidos a preços mais altos, cont...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Castellano, Eduardo Fabiano Amorim, Bittencourt, Mauricio Vaz Lobo, Oliveira, Camila Cristina Alves, Pt, Pt
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Estudos Econômicos (São Paulo)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/172709
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/ee/article/view/172709
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Intra-industry trade
Exports Quality
OECD Countries
Panel data
Comércio intra-industrial
Qualidade das exportações
Países da OCDE
Dados de painel
Descripción
Sumario:Com o crescente comércio intra-industrial entre os países, a qualidade dos produtos exportados por um país se tornou algo crucial para desenvolver o comércio e proporcionar aumento nas divisas, pois produtos de maior qualidade costumam atrair mais compradores e são vendidos a preços mais altos, contribuindo para o crescimento econômico. Assim, a análise comparativa das exportações brasileiras é uma boa ferramenta de obtenção de evidências e caminhos para o desenvolvimento comercial do país. O presente artigo busca analisar os determinantes e mensurar a qualidade do comércio intra-industrial (CII) entre o Brasil e os países da OCDE, que corresponderam a cerca de 40% do destino das exportações brasileiras no ano de 2019. Tradicionalmente na mensuração do CII é utilizada a metodologia de Grubel e Lloyd (GL), sendo que para a decomposição entre CII horizontal (CIIH) e CII vertical (CIIV) normalmente é utilizado o método de Greenaway, Hine and Milner (GHM). Adicionalmente aos métodos mencionados, o presente estudo utiliza o método de Fontagné e Freudenberg (FF), pois ele possibilita a minimização de algumas limitações dos métodos anteriormente citados. Utilizando dados extraídos do Trade Map -(International Trade Centre – ITC) para os anos de 2001 a 2016, o qual capta choques importantes desde o início do período até o afastamento da presidente Dilma Roussef, esta pesquisa verificou que há diferenciação vertical entre os produtos exportados e importados pelo Brasil a cada um dos 35 países-membros da organização, além de investigar os determinantes do CIIV seguindo um modelo econométrico de dados em painel baseado em Falvey e Kierzkowski. A qualidade dos produtos exportados pelo Brasil mostrou-se, na média, inferior aos produtos importados pelo país durante o período em questão. Isso, conforme verificado nesse estudo, é explicado pela diferença entre a dotação de recursos dos países (Brasil e países da OCDE). Já sob uma ótica mais desagregada, o estudo mostrou que o Brasil se destaca em alguns setores frente a alguns países específicos. De acordo com os resultados obtidos, verifica-se que há necessidade de políticas comerciais e produtivas destinadas à melhoria da qualidade das exportações brasileiras, em diferentes setores, a fim de reduzir as diferenças entre as dotações de recursos para com os países de maior nível de renda, assim propiciando melhores condições de incremento da renda nacional por meio da exportação de produtos com melhor qualidade.