“Uma nova forma de morar e viver”: as tramas do planejamento urbano e do mercado imobiliário na cidade do Rio de Janeiro

Esta dissertação busca compreender como as articulações de empresários do mercado imobiliário e do poder público municipal permeiam os instrumentos do planejamento urbano e produzem a cidade. Seu foco analítico recai sobre o novo Código de Obras e Edificações Simplificado do Rio de Janeiro (COES) ap...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sousa, Aline Viana de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/16641
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/16641
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:City planning
Real estate business
Urbanization
Planejamento urbano (Rio de Janeiro, RJ)
Mercado imobiliário (Rio de Janeiro, RJ)
Urbanização (Rio de Janeiro, RJ)
CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL
Descripción
Sumario:Esta dissertação busca compreender como as articulações de empresários do mercado imobiliário e do poder público municipal permeiam os instrumentos do planejamento urbano e produzem a cidade. Seu foco analítico recai sobre o novo Código de Obras e Edificações Simplificado do Rio de Janeiro (COES) aprovado em janeiro de 2019. A nova lei possibilita a construção de apartamentos de 25m² de área mínima, enquanto a antiga determinava entre 28 e 60m², variando conforme os bairros da cidade, além de prever a simplificação de parâmetros de construção civil. Isso permitiu um novo modelo de habitação a ser explorado por empresas do setor imobiliário carioca, os apartamentos “compactos” ou “studios”, agora passíveis de construção em áreas de interesse do mercado: os bairros da Zona Sul da cidade. Com a pesquisa pude verificar que se tratou de um projeto produzido por meio de consensos políticos e de interesses econômicos, em que os atores do mercado imobiliário atuaram de forma interdependente com as instâncias estatais na capital fluminense. Houve, assim, uma utilização estratégica dos mecanismos do planejamento urbano para ampliação da verticalização da cidade, por meio da construção de apartamentos menores de alto padrão em áreas nobres do Rio de Janeiro.