Doença de Chagas congênita por infecção aguda maternal por Trypanosoma cruzi transmitida via oral

Uma família de quatro pessoas, incluindo uma mulher de 24 anos de idade, apresentou-se em nosso laboratório em dezembro de 2006 com uma síndrome febril prolongada de etiologia desconhecida. Após uma triagem laboratorial extensa, foi confirmada, por meio de hemocultura positiva para T. cruzi, combina...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Pinto, Ana Yecê das Neves, Valente, Vera da Costa, Valente, Sebastião Aldo da Silva, Figueiras, Amira Consuelo de Melo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Instituto Evandro Chagas (IEC)
Repositorio:Repositório Digital do Instituto Evandro Chagas (Patuá)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:patua.iec.gov.br:iec/2956
Acceso en línea:http://patua.iec.gov.br//handle/iec/2956
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Doença de Chagas / transmissão
Transmissão Vertical de Doença Infecciosa
Tripanossomicidas / efeitos adversos
Descripción
Sumario:Uma família de quatro pessoas, incluindo uma mulher de 24 anos de idade, apresentou-se em nosso laboratório em dezembro de 2006 com uma síndrome febril prolongada de etiologia desconhecida. Após uma triagem laboratorial extensa, foi confirmada, por meio de hemocultura positiva para T. cruzi, combinada com achados clínicos, epidemiológicos e sorológicos, a ocorrência de doença de Chagas aguda. A paciente, seus pais e marido receberam uma dose diária de Benzonidazol, porém ela desenvolveu intolerância severa à droga e amenorreia. Seu tratamento foi interrompido devido à confirmação de gravidez de cerca de 12 semanas de idade gestacional. A criança nasceu prematuramente em 18 de abril de 2007 com baixo peso e sinais de síndrome do desconforto respiratório. Testes de triagem diagnóstica para infecções congênitas, incluindo a doença de Chagas, resultaram negativos durante o período perinatal. Aproximadamente quatro meses após o nascimento, os achados clínicos forneceram os seguintes indicadores clínicos de doença congênita: esotropia, microcefalia e atraso no desenvolvimento psicomotor. Testes sorológicos confirmaram a soroconversão e a ressonância magnética apresentou lesões císticas e calcificações intracranianas. Os autores discutem a natureza crítica deste grave problema de saúde pública na região e sugerem revisões necessárias ao tratamento recomendado para pacientes grávidas com a doença de Chagas aguda.